- O grupo neonazi 1143, liderado por Mário Machado a partir da prisão de Alcoentre, terá criado grupos fictícios de resgate animal e de ajuda alimentar para disfarçar a sua extrema influência.
- As investigações indicam que o objetivo real era formar uma milícia, segundo informações recolhidas pelo PÚBLICO.
- Em Aveiras, câmaras captaram agressões contra cidadãos indianos, alegadamente cometidas por membros ligados ao 1143.
- Em conversas, Mário Machado terá dito que “isso do resgate animal é secundário”, reforçando a intenção de estruturar uma milícia.
- Entre os materiais apreendidos estavam t-shirts com a inscrição “1143 Resgate Animal”, indicativas da relação entre as ações de fachada e a ideia de extremismo.
O 1143, grupo neonazi liderado por Mário Machado, é apontado pela investigação como responsável por ações de agressão em Aveiras contra cidadãos indianos. Segundo informações apuradas, as ações foram captadas por videovigilância. O grupo terá criado estruturas fictícias de apoio animal e de distribuição alimentar para encobrir a natureza extremista da organização.
A investigação indica que as agressões ocorreram no concelho de Azambuja, na freguesia de Aveiras, e que as filmagens mostram atos de violência contra pessoas de origem indiana. A PJ já esteve envolvida no rastreio das ligações entre o grupo e os episódios captados por câmaras de segurança.
O pulso da operação parece estar ligado ao antigo líder do 1143, Mário Machado, que passou pela prisão de Alcoentre. Dados recolhidos indicam a existência de planos para formar uma milícia, com o disfarce de resgate animal e apoio social como capa para atividades extremistas.
Entre os materiais apreendidos pela investigação, constam t-shirts com a inscrição 1143 Resgate Animal, supostamente utilizadas para confundir a imagem pública do grupo. A análise dos fortes sinais de organização sugere uma estratégia de expansão e infiltração de jovens.
Contexto do Grupo 1143
A PJ tem vindo a analisar a evolução do núcleo, com foco na relação entre as ações em Aveiras e as redes de apoio simuladas. As diligências procuram confirmar a extensão da milícia e o objetivo final da organização. O Ministério Público acompanha o caso de perto.
Provas e próximos passos
Fontes da investigação apontam que as evidências incluem mensagens e documentos que descrevem a ideia de milícia, bem como vestuário temático que reforça a presença de um movimento estruturado. O objetivo é esclarecer a ligação entre as agressões e a pretensão de criação de um grupo paramilitar.
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