- O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas de Moçambique aponta necessidade de 15.000 toneladas de sementes certificadas de milho, 8.000 de arroz e 3.000 de feijão, totalizando 26.000 toneladas para enfrentar as cheias e a segunda época da campanha agrária 2025/2026.
- Ao todo, 710 hectares de campos de produção de sementes foram apresentados para a recuperação e planeamento de stock, que atualmente soma 2.300 toneladas de milho, 45 de arroz, 650 de feijão-nhemba, 270 de feijão vulgar e quatro de hortícolas.
- As cheias atingem sobretudo Gaza, com Xai-Xai a 290 hectares afetados e Chókwè a 270 hectares, segundo o MAAP.
- Cerca de 105 mil pessoas estão em centros de abrigo, com quase 700 mil afetadas em 20 dias; há 12 mortos, 3.447 casas parcialmente destruídas e 1.336 quilómetros de estrada afetados.
- Desde outubro, registam-se 124 mortes, 148 feridos e 812.194 pessoas afetadas, com promote 287.013 hectares de área agrícola e 325.578 cabeças de gado mortas.
As cheias e inundações que afectaram Moçambique nas últimas semanas atingiram principalmente os distritos de Xai-Xai, com 290 hectares, e Chókwè, com 270 hectares, na província de Gaza. O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP) indica a necessidade de reforçar a disponibilidade de sementes para a segunda época da campanha agrícola 2025/2026.
O MAAP revela que o sector precisa de 15 000 toneladas de milho certificados, 8 000 de arroz e 3 000 de feijão. O objetivo é permitir a recuperação rápida e a continuidade da produção agrícola, após as cheias.
A reunião com produtores de sementes revelou 710 hectares de campos de produção em preparação para estas culturas. Contudo, o stock disponível varia: milho 2 300 t, arroz 45 t, feijão-nhemba 650 t e feijão vulgar 270 t. Sementes de hortícolas somam 4 t.
Sementes e recuperação da campanha 2025/2026
Marcelino Botão, presidente da Associação de Produtores de Sementes, referiu que a maioria das empresas ainda está na fase de planificação. Os dados concentram-se sobretudo nas províncias de Gaza, Manica, Sofala e Nampula.
A preparação para a segunda época é fundamental, segundo o MAAP, para enfrentar a escassez de sementes certificadas no imediato. O objetivo é assegurar abastecimento atempado, minimizando atrasos na plantação.
Quase 105 mil pessoas permanecem em centros de abrigo, numa situação que já envolve quase 700 mil cidadãos em 20 dias. O INGD aponta para 691 527 afetados, 12 mortos e 154 797 inundados, com 3 447 casas parcialmente e 771 totalmente destruídas.
Dados do INGD e impacto humano
Além disso, constam 45 feridos e 4 desaparecidos. Famílias continuam a ser resgatadas, sobretudo no sul do país. Desde o início da época das chuvas, já ocorreram 124 mortes, 148 feridos e 812 194 pessoas afetadas.
O registo atual aponta 105 centros de acomodação ativos, com 103 535 pessoas acolhidas e 19 556 resgatadas. Foram afetadas 229 unidades sanitárias e 366 escolas, quatro pontes e 1 336 km de estradas.
A área agrícola afetada soma 287 013 hectares, envolvendo 215 949 agricultores. No total, morreram 325 578 cabeças de gado entre bovinos, caprinos e aves, refletindo o peso humano e económico da crise.
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