- O SNS aponta aumento da procura por cirurgias e recursos humanos insuficientes para atender dentro do horário normal como principais razões para recorrer à produção adicional.
- Entre 2022 e o primeiro trimestre do ano anterior, o custo da produção adicional ascendeu a 627 milhões de euros, registando um aumento de 51% no período.
- O relatório final da auditoria da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) foi obtido pelo Público.
- A ortopedia e a oftalmologia aparecem como áreas de maior peso no montante total a pagar pela produção adicional.
- O documento sustenta que as operações fora do horário normal são uma resposta a uma maior demanda e a limitações de recursos humanos disponíveis.
Entre 2022 e o primeiro trimestre de 2023, os hospitais do SNS recorreram à produção adicional de cirurgia fora do horário normal, com um custo de 627 milhões de euros. Este valor registou um aumento de 51% no período analisado.
A justificar o recurso a estas operações está o maior número de doentes que necessitam de cirurgia e a falta de recursos humanos para responder dentro do horário convencional. A auditoria aponta que a ortopedia e a oftalmologia foram as áreas com maior peso no valor total.
Segundo o relatório final da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS), ao qual o PÚBLICO teve acesso, a despesa com produção adicional cresce face ao volume de cirurgia fora do horário normal. Este fenómeno persiste como eixo central da gestão de capacidade hospitalar.
Principais conclusões
- O aumento de 51% na produção adicional ocorreu entre 2022 e o primeiro trimestre de 2023, resultando num custo total de 627 milhões de euros.
- Ortopedia e oftalmologia representam o maior peso desta despesa, segundo a auditoria.
- A falta de recursos humanos para assegurar cirurgias dentro do horário normal é citada como fator-chave para o recurso a horários fora do usual.
Entre na conversa da comunidade