- O presidente francês, Emmanuel Macron, vai receber na quarta-feira a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o chefe do governo groenlandês, Jens Frederik Nielsen, para reafirmar solidariedade e discutir segurança no Ártico.
- Durante o almoço de trabalho, Macron vai reiterar a solidariedade europeia e o apoio de França à Dinamarca e à Gronelândia, à sua soberania e à integridade territorial.
- As lideranças vão abordar o desenvolvimento económico e social da Gronelândia, com a França e a União Europeia prontos a apoiar, numa crise criada pela ameaça russa e pelas ambições norte-americanas na região.
- Frederiksen e Nielsen seguem depois para a Sciences Po, para um debate moderado por Giuliano da Empoli, autor do livro O Mago do Kremlin.
- O contexto internacional envolve a evolução das relações com os Estados Unidos, com a Dinamarca a defender presença permanente da NATO na Gronelândia e a reafirmar a linha vermelha da soberania.
Emmanuel Macron vai receber, na quarta-feira, Mette Frederiksen e Jens Frederik Nielsen para discutir segurança no Ártico e solidariedade europeia. O Eliseu informou que o almoço de trabalho servirá para reafirmar o apoio de França à Dinamarca e à Gronelândia, bem como à sua soberania.
Segundo o Palácio, o encontro foca-se na cooperação económica e social da Gronelândia, com promessas de apoio da França e da União Europeia durante a crise provocada por tensões externas. As discussões devem abordar a presença e o envolvimento europeu na região.
Durante a visita, Frederiksen e Nielsen têm uma agenda que inclui um debate na Sciences-Po, moderado por Giuliano da Empoli, autor de O Mago do Kremlin, conforme comunicado dinamarquês. A agenda decorre após encontros prévios em Hamburgo e Berlim.
Contexto geopolítico
A visita ocorre num momento de tensão com os Estados Unidos, que reevaluaram a estratégia na Gronelândia. Donald Trump anunciou mudanças de postura e tarifas possíveis, enquanto a NATO discute o papel europeu na região.
Frederiksen afirmou que a Aliança deve manter uma presença estável na Gronelândia e destacou que a soberania dinamarquesa permanece inegociável. A primeira-ministra reforçou a necessidade de cooperação transatlântica para defender a Europa.
A Gronelândia tem sido foco de debates sobre bases militares estrangeiras e o papel da região no equilíbrio de poder no Ártico. O governo dinamarquês mantém a posição de não aceitar a integração direta dos EUA como parte do território autonomo.
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