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Igreja Católica avalia, em abril, continuidade do grupo que investiga abusos

A CEP analisa, em abril, a continuidade do Grupo Vita, com foco na proteção de menores, apoio a vítimas e reformulação de objetivos

Psicóloga Rute Agulhas e D. José Ornelas, presidente da CEP e bispo de Leiria-Fátima
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  • A Conferência Episcopal Portuguesa vai analisar, na assembleia plenária de abril, a continuidade do Grupo Vita, criado para ouvir denúncias e apoiar vítimas de abusos.
  • A coordenadora Rute Agulhas disse estar disponível para continuar, e a CEP elogiou o trabalho dos peritos e as recomendações para a proteção de menores e adultos vulneráveis.
  • O relatório destaca assimetrias de poder, perceções distorcidas sobre sacerdotes e a perspetiva de que os abusos não são do passado, defendendo uma escuta atenta e ação responsável.
  • A CEP afirma que as vítimas estão no centro da atuação, продолжа o compromisso de reparação, proteção e prevenção, e que há um esforço para consolidar procedimentos nas Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.
  • O Grupo Vita registou 850 chamadas, 154 vítimas/sobreviventes e 43 pedidos fora da sua missão; 86 vítimas foram ouvidas, com média de 55 anos, e os abusos ocorreram entre 1955 e 2023, principalmente por sacerdotes.

A Igreja Católica em Portugal aguarda a decisão sobre a continuidade do Grupo Vita na assembleia plenária de abril. O tema foi apresentado pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que reiterou reconhecimento pelo trabalho dos peritos e pelas recomendações. O objetivo é avaliar o futuro do grupo que investiga abusos.

A coordenadora do Grupo Vita, a psicóloga Rute Agulhas, afirmou disponibilidade para continuar em funções. A CEP elogiou o trabalho, destacando melhorias na proteção de menores e adultos vulneráveis. A instituição enfatizou a necessidade de escuta atenta e ação responsável.

A CEP sublinhou que as vulnerabilidades persistem e que os abusos não são coisa do passado. As recomendações exigem reflexão séria para evitar dor adicional às vítimas e sobreviventes, mantendo o foco nas pessoas afetadas.

As vítimas continuam no centro da atuação da CEP, que pretende reparar, proteger e prevenir a violência sexual na Igreja em Portugal. A instituição avançou que as Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis trabalham para consolidar procedimentos.

A Comissão de Fixação de Compensação analisa 66 pareceres para apresentar propostas de valores o mais breve possível. Os pedidos de compensação continuam a ser apreciados pela CEP.

Reformulação dos objetivos

Rute Agulhas indicou disponibilidade para continuar, desde que haja reformulação dos objetivos do grupo, criado em maio de 2023 para ouvir denúncias e apoiar vítimas. Se houver continuidade, o grupo deverá trabalhar mais próximo das comissões diocesanas e das ordens religiosas.

Desde o início, o Grupo Vita recebeu 850 chamadas, contatou 154 vítimas e sobreviventes e um agressor. Registaram-se 43 pedidos de ajuda não enquadrados na missão do grupo. Foram 86 vítimas ou sobreviventes ouvidas, com média de 55 anos.

As situações tratadas ocorreram entre 1955 e 2023, com a primeira ocorrência entre os 10 e os 11 anos. Os agressores eram, na maioria, sacerdotes (cerca de 92%), utilizando abuso de autoridade e relação de confiança.

Para enfrentar o problema, o grupo propõe reduzir as assimetrias de poder, reformular a figura sacerdotal e valorizar as vítimas. Propõe também a uniformização de estruturas eclesiais que lidem com este tema.

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