- Eva Cruzeiro, deputada do PS, recusou-se a ser ouvida presencialmente pela Comissão de Transparência, dizendo que o procedimento não seria imparcial.
- A audição, prevista para quarta-feira às 14h00, faz parte de uma queixa apresentada pelo deputado Filipe Melo (Chega) contra a deputada do PS.
- Cruzeiro aponta que, se ficasse presente, seria questionada por membros do Chega, que tinham dirigido insultos racistas durante o plenário em novembro.
- A deputada afirmou que responderia apenas por escrito, para salvaguardar a imparcialidade do processo e o respeito pelos direitos fundamentais.
- O Chega também apresentou queixa contra Cruzeiro, alegando que ela qualificou os deputados do Chega como racistas e xenófobos. A PS sustenta que a queixa de Cruzeiro é pessoal, não institucional.
Eva Cruzeiro recusa audição presencial na Comissão da Transparência. A deputada socialista anunciou disponibilidade apenas para responder por escrito, alegando falta de imparcialidade no debate proferido pela bancada do Chega, que apresentou a queixa que motivou a esta diligência.
O episódio remonta a novembro, no plenário da Assembleia da República, quando Cruzeiro apresentou queixa contra Filipe Melo por ter gritado Vai para a tua terra. Melo respondeu, por sua vez, com uma queixa contra a deputada, alegando que ela lhe chamou racistas, xenófobos e pertencentes a um partido que não deveria existir segundo a Constituição.
Na quarta-feira, prevista a audição às 14h00, Cruzeiro comunicou à Comissão que não estaria presente devido a ponderações institucionais, processuais e políticas. A direção do PS disse que a audição presencial é voluntária e que os deputados podem depor por escrito.
A deputada afirma que aceitar a presença na audição a colocaria numa posição de ser questionada pelo Chega, que já foi parte envolvida no litígio e subscreveu a queixa apresentada contra ela. Assim, entende não haver imparcialidade suficiente para o processo prosseguir com o Chega como parte interessada.
Cruzeiro ressalva que a participação anterior da peça processual contra Filipe Melo foi tomada a título pessoal, sem subscrição institucional do PS. Em contraste, argumenta que o Chega subscreveu formalmente a denúncia e é parte interessada no procedimento.
Segundo a deputada, vários membros do Chega estiveram diretamente envolvidos nos fatos, dirigindo expressões de teor racista e xenófobo. Por essa razão, não se encontra disponível para ser interrogada pelo referido grupo parlamentar na audição marcada.
Em relação ao teor da queixa de Filipe Melo, Cruzeiro afirma que as afirmações dele incidem sobre declarações que reconhece, defendendo que estas ocorreram depois de ter sido alvo de insultos por parte dele e de outros deputados do Chega.
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