- Estudo da Geotab, que analisou mais de vinte mil carros e 21 modelos, mostra que carregar rápido com corrente contínua acima de 100 kW leva a uma degradação de cerca de 3% ao ano.
- Em comparação, carregar devagar (AC) ou com menor potência resulta em perda de cerca de 1,5% ao ano.
- A degradação média global apurada é de 2,3% ao ano.
- Apesar da depreciação, as baterias modernas mantêm boa capacidade e funcionam bem muito além do ciclo de vida útil do veículo.
- Factores climáticos influenciam a degradação, sobretudo em regiões muito quentes (aproximadamente 0,4% a mais); a gestão térmica tem evoluído para mitigar estes efeitos. A recomendação é privilegiar o carregamento lento sempre que possível e reservar o ultra-rápido para viagens longas ou necessidades urgentes.
Um estudo da Geotab analisa o impacto dos carregamentos rápidos na degradação das baterias de veículos elétricos. Revela que a carga rápida acelera o desgaste, mas a longevidade geral dos componentes mantém-se positiva. A pesquisa atualiza dados de trabalhos anteriores.
A análise abrange mais de 20 mil carros e 21 modelos. Observa-se que quem usa frequentes carregamentos rápidos DC acima de 100 kW regista uma degradação média de cerca de 3% ao ano. Em comparação, carregamentos mais lentos AC apresentam cerca de 1,5% anuais.
A média global de degradação anual, segundo a Geotab, fica em torno de 2,3%. Mesmo com maior stress térmico e elétrico, as baterias modernas continuam funcionais e com boa capacidade, para além do ciclo de vida útil previsto para os veículos.
A responsável pela área de mobilidade sustentável da Geotab, Charlotte Argue, aponta que as baterias duram muito para além dos ciclos de substituição planeados pelas frotas. O estudo também ressalva que fatores climáticos influenciam a degradação.
Fatores que influenciam e recomendações
Regiões com temperaturas elevadas aceleram a degradação, em cerca de 0,4%. Contudo, as tecnologias de gestão térmica evoluíram para mitigar esse efeito. A análise sugere privilegiar o carregamento lento sempre que possível.
Para viagens longas ou necessidades urgentes, o carregamento ultra-rápido continua a ser viável. A conclusão principal é que a tecnologia atual permite usar DC rápido sem resultar numa degradação acentuada.
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