- O acordo entre a União Europeia e a Índia elimina as tarifas de importação de azeite português, com taxa zero prevista em cinco anos (atualmente é de 45%).
- A Olivum considera o acordo histórico e vê a Índia como uma oportunidade para o setor, dada a sua posição como quarta maior economia e país mais populoso.
- A produção nacional deve crescer em Portugal graças à modernização do olival e à reconversão para sistemas em sebe, procurando novos mercados para escoar o azeite.
- A estratégia aponta para explorar o mercado indiano, aproveitando ligações históricas, com potencial tanto de nicho de luxo como de democratização do consumo entre a classe média.
- Portugal é o quinto maior exportador mundial de azeite; há previsões de crescimento da produção, com 380 mil hectares de olival, e a Índia poderá tornar-se parceiro fundamental até 2032.
A Olivum, associação com sede em Beja que representa a maioria da produção nacional de azeite, anunciou um acordo UE-Índia que elimina tarifas de importação. O azeite português passará a ter tarifa zero em cinco anos, vindo de 45%.
A medida abre o acesso à Índia, quarta maior economia do mundo, com uma população expressiva. O consumo de azeite no país é ainda reduzido, mas o acordo cria oportunidades para escoar o aumento da produção em Portugal.
Portugal é o quinto maior exportador mundial de azeite. Este ano registou uma quebra de 20% na produção, mas o olival português soma 380 mil hectares, com perspetivas de crescimento a médio prazo.
A Olivum aponta para uma estratégia de abraçar o mercado indiano, aproveitando ligações históricas entre os dois países. A aposta é ampliar o acesso a um segmento de luxo e também democratizar o consumo entre a classe média nascente.
Brasil e Espanha permanecem entre os principais destinos atuais. Até 2032, a União Europeia projeta duplicar as exportações para a Índia, tornando o país uma parceira-chave no futuro do azeite português.
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