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Alargamento da idade de dadores de sangue até aos 70 anos

Alargamento da idade de dadores até aos 70 anos visa reforçar a reserva de sangue; há urgência de mais profissionais e de regulamentação do Estatuto do Dador

Os dadores agora podem dar sangue até aos 70 anos
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  • A idade máxima para doadores de sangue em Portugal passou a 70 anos, abrangendo quem tem até essa idade.
  • A medida foi anunciada pela Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (Fepobades) após reunião com a Secretária de Estado da Saúde, com expectativa de ampliar a reserva de sangue nos próximos cinco anos.
  • Jovens candidatos passarão a ter acesso a um questionário online para acelerar o processo de colheita, e os dadores vão receber SMS e emails com os resultados das análises.
  • A Fepobades alerta para a falta de profissionais nos Centros de Sangue e da Transplantação nos CST do Porto, de Coimbra e de Lisboa; o Ministério da Saúde disse haver vagas autorizadas para preenchimento.
  • Reitera-se a urgência de regulamentar o Estatuto do Dador (em vigor desde 2013) e de assegurar a aplicação das regras, incluindo a norma para jovens de 17 anos acompanhados pelo tutor.

A Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (Fepobades) reagiu ao alargamento da idade máxima para doar até aos 70 anos, aprovado após reunião com a tutela. A medida visa conter a quebra de dadores registada nos últimos anos.

Segundo o presidente da Fepobades, Alberto Mota, os dadores passam a poder doar até aos 70, e os jovens terão acesso a um questionário online para acelerar o processo de colheita. Em breve, resultados das análises chegarão por SMS e email.

A federação avança que a mudança pode atrair algumas centenas de dadores nos próximos cinco anos, reconhecendo, porém, que há fuga de dadores anualmente. A nova regra aplica-se já desde o início do ano.

Avanços operacionais e perspetivas

Mota salientou que a Fepobades comunicará à tutela casos de dadores que não aceitem a nova faixa etária. A secretária de Estado da Saúde demonstrou disponibilidade para dialogar e manter a reserva de sangue estável em IPST e nos hospitais.

A organização voltou a alertar para a falta de profissionais nos CST do IPST no Porto, Coimbra e Lisboa. O Ministério da Saúde assegurou vagas autorizadas que devem ser preenchidas o mais rápido possível para evitar cancelamentos de colheitas.

O dirigente pediu urgência na regulamentação do Estatuto do Dador, ainda não atualizado desde 2013, e lembrou que determinadas regras continuam por cumprir pelas administrações hospitalares. A Fepobades manterá vigilância sobre a aplicação.

Desde 2015, jovens de 17 anos podem doar se acompanhados pelo tutor, mas a aplicação desta regra tem sido lenta. A federação pretende monitorizar o cumprimento da nova faixa dos 70 anos.

A secretária de Estado mostrou disponibilidade para manter o diálogo e assegurar reservas de sangue estáveis em todo o país, sem comprometer horários de funcionamento dos hospitais. O objetivo é evitar quebras de colheitas.

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