- A ministra da Saúde afirmou que somente no final do inverno será possível fazer um balanço do excedente de mortalidade associado, principalmente à gripe e ao frio.
- O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa) indica que a atividade gripal está a abrandar, mas o excesso de óbitos mantém-se.
- O boletim de vigilância da gripe (semana 12 a 18 de janeiro) mostra queda de casos de gripe e de internamentos em cuidados intensivos, com tendência decrescente da atividade gripal.
- Segundo o Insa, Portugal não é caso isolado: outros países europeus também registam excesso de mortalidade, como Espanha, Itália, Grécia e Dinamarca.
- Desde o início da época gripal, foram notificadas 73.292 infeções respiratórias e identificados 14.243 casos de gripe; na semana analisada houve 495 casos de gripe e 75 admitidos por infeção respiratória aguda grave.
A ministra da Saúde afirmou no Algarve que só no final do inverno será possível fazer um balanço do atual excesso de mortalidade ligado à gripe e ao frio. Ana Paula Martins explicou que ainda não terminou o inverno nem o plano sazonal correspondente, e que a certeza surge apenas semanas depois, quando o pico baixa e o “planalto” se instala.
Durante a visita, a ministra destacou que Portugal não é caso isolado, referindo-se a situações semelhantes em Espanha, Itália, Grécia e Dinamarca. Admitiu que este ano houve um excesso de mortalidade, observável nos próximos meses, em linha com tendências históricas dos últimos 35 anos.
Dados do Insa indicam que, desde 29 de setembro de 2025, os laboratórios notificados identificaram 14.243 casos de gripe entre 73.292 infeções respiratórias. Na semana de 12 a 18 de janeiro, foram registados 495 casos de gripe e 75 de infeção respiratória aguda grave (SARI).
O Insa acrescenta que a atividade gripal está em tendência decrescente, com menos casos de gripe e de internamentos em cuidados intensivos. Contudo, a avaliação global depende de dados de todas as unidades, já que algumas registaram números muito díspares na vigilância de SARI.
Apesar da melhoria recente, a incidência de SARI continua mais elevada em pessoas com 65 anos ou mais. O organismo ressalva a necessidade de acompanhar o comportamento da doença ao longo das próximas semanas para confirmar tendências.
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