- Lula pediu a Donald Trump que o Conselho da Paz se restrinja à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina, conforme fontes oficiais.
- A conversa, de cerca de cinquenta minutos, teve foco na relação bilateral e na agenda global.
- O Governo brasileiro afirmou que Lula defendeu uma reforma da ONU, incluindo a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
- Também foi discutida a Venezuela, com Lula a enfatizar a necessidade de manter a paz na região e o bem-estar do povo venezuelano; ficou acertada uma visita de Lula a Washington após as viagens à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro.
- Lula criticou planos de Trump para construir complexos hoteleiros de luxo em Gaza e acusou a intenção de criar uma “nova ONU” sob o domínio de Trump; a posição gerou divergências entre potências.
O presidente brasileiro pediu ao presidente dos EUA que o Conselho da Paz se concentre apenas na questão de Gaza e inclua um assento para a Palestina. A solicitação foi feita durante uma ligação telefónica entre Lula da Silva e Donald Trump na segunda-feira, com duração de cerca de cinquenta minutos.
Segundo a Presidência brasileira, o debate também incluiu a relação bilateral e a agenda global, destacando a importância de uma reforma das Nações Unidas que amplie os membros permanentes do Conselho de Segurança. O tom foi de cooperação entre os dois líderes.
Na conversa, houve referência ao impacto das tarifas sobre produtos brasileiros, que têm sido objeto de levantamento parcial, e à situação da Venezuela. Foi acordada a realização de uma visita de Lula a Washington, após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser definida.
Contexto regional e ONU
Durante o encontro, Lula reiterou a necessidade de preservar a paz na região e expressou preocupação com propostas deTrump para alterações estruturais na ONU, incluindo a criação de um novo órgão. O discurso ressaltou a visão de que a carta magna da instituição deve ser preservada.
O chefe de Estado brasileiro citou críticas às propostas de elevar o peso de Donald Trump no desenho institucional multilateral, alegando que tal movimento poderia afastar países de outros continentes. A postura foi apresentada como defesa do sistema vigente.
Reação internacional e agenda futura
Até o momento, cerca de 20 nações teriam mostrado apoio à ideia de um Conselho da Paz com foco em Gaza, ainda que haja reservas entre grandes potências e pela maioria dos países europeus, que temem enfraquecimento da ONU.
Lula também criticou publicamente planos apresentados por Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos, para a construção de complexos hoteleiros de luxo em Gaza, descrevendo a proposta como inadequada diante da devastação na região.
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