- Mateus Marley Machado, de 28 anos, ficou em silêncio no início do julgamento em Braga sobre o homicídio de Manuel Gonçalves, conhecido por Manu.
- Os pais de Manu e a irmã estão de luto profundo; a advogada da família afirma que não conseguem retomar as suas vidas, apesar do apoio médico e psicológico.
- A defesa critica a utilização de redes sociais como prova, dizendo que muita evidência ainda está por recolher e que algumas declarações foram baseadas apenas no Instagram.
- A investigação da Polícia Judiciária foi discutida em Tribunal, com a inspecção-chefe a afirmar que o arguido foi identificado pela página de Instagram, com base em depoimentos de testemunhas.
- O brasileiro, já com condenação nos Estados Unidos por crimes violentos e com ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC), pode ser expulso do país se for condenado pelo homicídio; o Ministério Público sustenta que ele desferiu as três facadas que tiraram a vida a Manu.
O julgamento pelo homicídio de Manuel Gonçalves, conhecido por Manu, começou no Tribunal de Braga. O arguido, Mateus Marley Machado, de 28 anos, permaneceu em silêncio diante do coletivo de juízas, após a entrada em sala.
Os pais e a irmã de Manuel, ausentes na sessão inicial, enfrentam um luto profundo. A advogada da família, Raquel Dantas, indicou que já passaram nove meses desde o sucedido e que as dificuldades emocionais persistem, com apoio psicológico a cargo.
O Tribunal ouviu o arguido manter o silêncio ao longo da audiência, com o acompanhamento próximo do advogado Falé de Carvalho. Este criticou a atuação de uma inspetora-chefe da brigada de homicídios da PJ de Braga, referindo que há provas ainda por recolher e contestando a conclusão de que Machado é o autor com base em investigação nas redes sociais.
Contexto da investigação e antecedentes do arguido
A PJ confirmou que identificou Mateus Marley Machado a partir da sua página de Instagram, com base em depoimentos de testemunhas. Machado já tem condenação nos Estados Unidos por crimes violentos e mantém ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ministério Público alega que foi o arguido quem desferiu três golpes que ceifaram a vida de Manuel Gonçalves. Existe, no entanto, controlo sobre a totalidade das provas e o processo encontra-se em curso.
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