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Dirigente do Chega não comparece a julgamento por prostituição de menores

Julgamento de ex-dirigente do Chega por prostituição de menores decorre em Cascais, envolvendo encontro com jovem de 15 anos, pago 20 euros

Nuno Pardal Ribeiro está a ser julgado em Cascais
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  • Dois arguidos, Nuno Pardal Ribeiro (ex-dirigente do Chega e vereador municipal) e Carlos Conde de Almeida, começaram hoje a ser julgados no tribunal de Cascais por prostituição de menores.
  • A acusação sustenta que Pardal Ribeiro teve um encontro em 2023 com um jovem de 15 anos, com quem praticou atos sexuais mediante pagamento de 20 euros; estava prevista a realização de um segundo encontro que não chegou a acontecer.
  • O jovem conheceu os arguidos numa aplicação de encontros gay.
  • O julgamento decorre à porta fechada; Pardal Ribeiro faltou à primeira sessão alegando doença e Conde de Almeida não prestou declarações.
  • Pardal Ribeiro era vice-presidente da distrital de Lisboa do Chega e deputado municipal, tendo renunciado aos cargos em fevereiro de 2025.

Nuno Pardal Ribeiro, antigo dirigente do Chega, e Carlos Conde de Almeida, piloto de aviões conhecido pela aterragem em praia da Costa da Caparica que resultou em duas mortes, começaram esta segunda-feira a ser julgados no tribunal de Cascais por suposto recurso a prostituição de menores.

O julgamento decorre a portas fechadas. Não houve declarações de advogados presentes, e Pardal Ribeiro ausentou-se da primeira sessão alegando doença, enquanto Conde de Almeida não falou com a comunicação social.

Segundo a acusação do Ministério Público, em 2023 o ex-dirigente do Chega terá mantido encontro com um jovem de 15 anos, junto a um pinhal, envolvendo actos sexuais pagos. O MP alega que Pardal Ribeiro pagou 20 euros e que deveria ter havido um segundo encontro que não se realizou.

Na fase de inquérito, Pardal Ribeiro disse não saber a idade do menor, argumento que o MP contesta com base em fotos e na perceção de idade no momento do encontro. Pardal Ribeiro era, à época, vice-presidente da distrital de Lisboa do Chega e deputado municipal, corporação a que renunciou em fevereiro de 2025, após a acusação tomar conhecimento.

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