- Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, pediu o fim das ordens de Washington e afirmou que a política venezuelana deve resolver sozinha as diferenças, num discurso a trabalhadores do sector petrolífero no estado de Anzoátegui.
- Em La Guaira, a líder venezuelana atirou críticas à oposicionista Corina Machado por elogiar a intervenção militar dos EUA, descrevendo como vergonhoso apoiar uma agressão externa.
- Nomes de agências como The Guardian e Miami Herald indicaram que Delcy terá dito aos EUA que estaria disposta a cooperar, antes da queda de Nicolás Maduro, com contactos iniciados no outono e reforçados após uma chamada entre Trump e Maduro.
- Em dezembro, Delcy afirmou que colaboraria com o resultado que se apresentasse; na última semana, Trump anunciou ter convidado Delcy para visitar a Casa Branca, ainda sem data definida.
- Estas declarações e boatos de negociações, atribuídas a Catar, teriam visado reforçar a legitimidade interna do poder venezuelano, mas Delcy já negou as negociações.
Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, dirigiu uma crítica contundente à interferência norte-americana num discurso junto de trabalhadores do setor petrolífero no estado de Anzoátegui. A líder pediu que Washington cesse de emitir ordens políticas e que a política venezuelana resolva as suas questões sem ingerência externa.
A intervenção ocorre num momento de deterioração das relações entre o governo venezuelano e a administração de Donald Trump, apesar de o chefe de Estado ter revelado ter uma boa impressão de Rodríguez. O discurso enfatizou a soberania nacional e a defesa de decisões internas.
Durante uma visita ao estado de La Guaira, Rodríguez também criticou Corina Machado, oposicionista e Nobel da Paz, por celebrizar ações militares dos EUA contra a Venezuela. A intervenção foi transmitida pela televisão estatal e teve como público interno o objetivo de reforçar a legitimidade do governo.
Contexto diplomático
Relatórios do The Guardian e do Miami Herald indicam que Rodríguez terá manifestado aos EUA a abertura para cooperação, já antes da queda de Maduro. Os meios mencionaram negociações mediadas pelo Catar, dados que foram posteriormente confirmados por alguns veículos e negados pela própria dirigente.
Segundo as informações veiculadas pela imprensa, os contatos teriam começado no outono e intensificado após uma chamada telefónica entre Trump e Maduro, em novembro, que não resultou na saída voluntária de Maduro. Em dezembro, Rodríguez afirmou disposição para colaborar com qualquer desfecho que se apresentasse.
Na última semana, Trump afirmou ter convidado Rodríguez para uma visita à Casa Branca, ainda sem data marcada. A notícia sobre as negociações e o convite não foi confirmada pela presidência venezuelana.
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