- A CGTP-IN pediu aos trabalhadores para derrotarem, nas presidenciais, o candidato que utiliza uma retórica de dividir trabalhadores e de culpar imigrantes, sem mencionar directamente André Ventura.
- Tiago Oliveira disse que é preciso combater essa narrativa e que todos os trabalhadores, independentemente da origem, devem lutar pela melhoria das suas condições.
- O dirigente desafiou António José Seguro a manter coerência com as promessas do pacote laboral caso seja eleito presidente da República.
- A CGTP afirmou ter mais de uma vez tido reunião com o primeiro-ministro e criticou a posição do Governo sobre a concertação social, com a ministra a dizer que não vai eternizar a discussão.
- Foi anunciada uma manifestação nacional para 28 de fevereiro, em Lisboa e no Porto, contra o pacote laboral.
A CGTP-IN criticou nesta segunda-feira a retórica usada no debate presidencial e pediu aos trabalhadores para derrotar propostas que, segundo a organização, promovem a divisão entre quem trabalha. O apelo surge no contexto da segunda volta entre António José Seguro e André Ventura.
O secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, afirmou aos jornalistas na sede da CGTP, em Lisboa, que não se pode tolerar uma narrativa que responsabiliza o imigrante pelos baixos rendimentos, ao invés de atacar as práticas patronais que geram lucros. A intervenção não mencionou explicitamente Ventura.
Tiago Oliveira reforçou que a luta é pela dignidade do trabalho e pela igualdade de condições para todos os trabalhadores, independentemente da origem. O dirigente citou o apoio a quem está na linha da frente e destacou a necessidade de defender direitos laborais.
Após reunião com José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda, a CGTP anunciou que espera que o anteprojeto do Governo sobre alteração à legislação laboral seja cumprido. O líder sindical questionou o compromisso de Seguro com o pacote laboral, caso seja eleito Presidente.
O sindicalista lembrou que, numa recente reunião com o primeiro-ministro, foi possível desconstruir parte do que o Governo apresentou. A ministra do Trabalho, por sua vez, disse que a discussão sobre a concertação não será eternizada, e poderá seguir para a Assembleia da República.
Tiago Oliveira apontou que o Governo tem uma agenda política, mas a CGTP aposta na mobilização dos trabalhadores como fator decisivo. Foi anunciada uma manifestação nacional no dia 28 de fevereiro, em Lisboa e no Porto, para exigir alterações ao pacote laboral.
O discurso da CGTP também incidiu sobre a atuação de quem lidera o executivo. A organização afirmou que o momento exige foco nas condições dos trabalhadores, não em divergir com propostas que possam agravar a desigualdade.
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