- 71 bombeiros de Sever do Vouga assinam uma carta aberta a pedir a substituição da atual direção da Associação Humanitária, alegando falhas na organização e condições operacionais.
- A missiva aponta carências em equipamentos de proteção individual, viaturas obsoletas e problemas de manutenção, bem como más condições de conforto no quartel.
- Critica ainda interferência direta da direção em questões operacionais, gestão da central de telecomunicações e decisões que afectam as dinâmicas do corpo de bombeiros.
- Os signatários reconhecem o contributo da atual direção, mas defendem a necessidade de pessoas com dinamismo para orientar o corpo, apelando à mobilização da comunidade.
- O comandante Miguel Matos deixou o cargo no final de 2025, sendo substituído temporariamente pelo segundo comandante Telmo Asensio; a direção não comentou a carta.
Dezenas de bombeiros de Sever do Vouga, no distrito de Aveiro, escreveram uma carta aberta a pedir a substituição da atual direção da Associação Humanitária. O documento, datado de sexta-feira e assinado por 71 bombeiros, incluindo nove do quadro de honra, aponta um momento crítico para o corpo.
Entre as críticas estão falhas organizacionais e condições operacionais, que, segundo a missiva, afectam as dinâmicas do corpo. É mencionada a carência de equipamentos de proteção individual para incêndios estruturais e equipamentos obsoletos.
Os signatários referem que o parque de viaturas de socorro é dos menos qualificados e mais degradados do país, com avarias frequentes resultantes de desgaste e falta de manutenção preventiva. Também apontam más condições no quartel, como a falta de climatização e a ausência de armários.
Críticas à gestão e condições
No plano organizacional, a carta acusa interferência da direção em questões operacionais, com ordens diretas a bombeiros e ingerência na resposta ao socorro. A central de telecomunicações também estaria a gerar instabilidade na dinâmica operacional.
Apesar das críticas, os signatários reconhecem o contributo da direção liderada por Joaquim Amaral de Macedo, defendendo, contudo, a inclusão de pessoas com dinamismo e visão de futuro. Apelam à mobilização da sociedade severense para uma solução de governação.
Em finais de 2025, Miguel Matos demitiu-se do cargo de comandante, alegando motivos pessoais. O cargo tem estado com Telmo Asensio, no papel de substituto. O presidente da Associação, Joaquim Amaral de Macedo, não comentou a carta aberta à Lusa.
Entre na conversa da comunidade