- Caminhoneiros da Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Macedónia do Norte e Montenegro bloquearam as fronteiras para Hungria, Croácia e Bulgária desde meio‑dia desta segunda-feira, por tempo indeterminado.
- O protesto é contra as restrições às autorizações de permanência na União Europeia, que passaram de 180 para 90 dias.
- A mudança resulta do uso de computadores para registar entradas de cidadãos de fora da UE, permitindo calcular com precisão o período de permanência.
- Associações de transportadores dizem que centenas de camionistas foram deportados por exceder o número de dias permitidos.
- A Comissão Europeia afirmou estar ciente das preocupações e acompanhar a situação, em contacto com parceiros da região.
Os camionistas dos Balcãs bloquearam as fronteiras com a Hungria, a Croácia e a Bulgária a partir do meio-dia de segunda-feira, em protesto contra as novas restrições de permanência na UE. O protesto é permanente até nova avaliação das autoridades.
As legislações alteraram o tempo máximo de estadia de estrangeiros na União, passando de 180 para 90 dias. As associações de transportadores dizem que a medida afeta também motoristas de mercadorias e de passageiros.
Segundo denunciou o porta-voz da Associação Sérvia de Transportes, Nedjo Mandic, o limite de 90 dias em seis meses é insuficiente para a atividade, afectando ganhos e custos operacionais. A paragem envolve centenas de motoristas, indicam as federações.
Em Bruxelas, um porta-voz da Comissão Europeia disse estar ciente das preocupações dos Balcãs Ocidentais. A autarquia afirmou acompanhar a situação de perto e manter o contacto com parceiros da região, sem adiantar soluções imediatas.
Os organizadores do protesto justificam que as novas regras, aplicadas também aos motoristas, tornam impraticável o funcionamento normal das operações de transporte. Testemunhos de motoristas apontam dificuldades em manter a atividade com o atual regime.
Não foram indicadas datas de retoma da circulação, nem impactos detalhados sobre o trânsito regional. As autoridades de fronteira dos países envolvidos mantêm monitorização das vias afetadas e aguardam instruções adicionais.
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