- A ministra da Saúde disse que só no final do inverno será possível fazer um balanço do atual excesso de óbitos, pois o inverno ainda não terminou.
- O Insa indicou que a atividade gripal epidémica está a abrandar, com menos casos de gripe e internamentos graves, mas o excesso de mortalidade mantém-se.
- Portugal não é um caso isolado; outros países europeus, como Espanha, Itália, Grécia e Dinamarca, apresentam excesso de mortalidade semelhante.
- Desde 29 de setembro de 2025, os laboratórios notificaram 73.292 infeções respiratórias e identificaram 14.243 casos de gripe.
- Na semana de 12 a 18 de janeiro, houve 495 casos de gripe, 75 hospitalizações por infeção respiratória aguda grave (SARI) e uma taxa de 9,6 casos por 100.000 habitantes; a incidência de SARI permanece mais elevada entre pessoas com 65 ou mais anos.
A ministra da Saúde afirmou hoje no Algarve que só no final do inverno será possível fazer um balanço do excesso de óbitos associado, sobretudo à gripe e ao frio. A avaliação ainda não é possível enquanto o período sazonal não termina.
Ana Paula Martins explicou que o plano sazonal de inverno ainda está em curso e que só há certezas após algumas semanas, quando o pico diminui e se assiste ao chamado planalto. A visita à região serviu para apresentar o quadro atual.
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa) indica que a atividade gripal está a abrandar em Portugal, com menos casos e menos internamentos em cuidados intensivos, embora persista o excesso de mortalidade.
Indicadores da vigilância epidemiológica
Segundo o boletim de vigilância da gripe referente à semana de 12 a 18 de janeiro, a atividade gripal epidémica está em tendência decrescente no país. Foram identificados 495 casos de gripe nessa semana, menos 258 face à anterior.
Nessa semana, foram admitidos 75 casos de infecção respiratória aguda grave (SARI) nas Unidades Locais de Saúde, uma diminuição de cinco casos, com uma taxa de 9,6 por 100.000 habitantes. O Insa alerta para variações entre ULS na vigilância de SARI, o que complica a leitura global.
O Insa sublinha que, apesar da queda recente, a taxa de SARI continua mais elevada entre idosos de 65 anos ou mais. O panorama internacional para o excesso de mortalidade é semelhante em vários países europeus.
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