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Agricultores alertam para danos causados pela língua azul

Agricultores de Castelo Branco alertam para danos económicos graves com a febre catarral ovina, apelando a apoio direto, compensações e desinsetização

Associação alerta para o facto do vírus se propagar devido à chegada da primavera e das altas temperaturas
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  • A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco alerta para danos económicos graves causados pelo vírus da língua azul nas explorações pecuárias da região.
  • A doença afeta ovinos (febre catarral ovina) e tem causado perdas na produção de leite, bem como um elevado número de abortos, com a perspetiva de piora na primavera e com o aumento das temperaturas.
  • A ADACB pediu ao Governo medidas de apoio direto aos produtores afetados, incluindo compensações financeiras e desinsetização dos abrigos pecuários para eliminar os mosquitos vetores.
  • A associação destaca o aumento dos custos de produção — rações, medicamentos e serviços veterinários — agravando a situação financeira e aproximando muitos produtores da falência.
  • Sem resposta rápida, há o risco de desaparecimento de parte do sector de ovinos, o que impactaria a economia rural, a biodiversidade e a identidade territorial da região.

A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco (ADACB) alertou esta segunda-feira para danos económicos graves provocados pelo vírus da língua azul que afeta as explorações pecuárias da região. A entidade debate também a sustentabilidade do setor diante da epidemia.

A ADACB afirmou que a febre catarral ovina tem causado perdas irreparáveis em várias explorações, com a situação a piorar na primavera e com temperaturas mais altas. A entidade sustenta a necessidade de intervenções rápidas para evitar impactos permanentes.

Numa nota enviada à Lusa, a associação pediu ao Governo que intensifique o apoio direto aos produtores afetados, incluindo compensações financeiras e medidas de desinsetização dos abrigos pecuários para eliminar mosquitos vetores da doença.

A organização destacou relatos de perdas na produção de leite e um elevado número de abortos nos rebanhos, o que agrava danos económicos e coloca em risco a viabilidade de diversas explotação. A situação é descrita como grave pela ADACB.

A ADACB também mencionou o aumento dos custos de produção, nomeadamente rações, medicamentos e serviços veterinários, argumentando que isso agrava a fragilidade financeira de muitos produtores e pode levar à falência de algumas explorações.

A produção de ovinos representa uma atividade económica relevante no distrito de Castelo Branco, reconhecida pela qualidade de carne, leite e queijos. A ADACB afirma que a combinação entre a doença e os custos elevados compromete a continuidade deste setor.

A associação apelou ao governo para uma mobilização eficaz que preserve a produção de ovinos na região, enfatizando o papel da atividade na economia rural, na biodiversidade e na identidade territorial.

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