- Surto de cólera em Moçambique desde setembro já provocou dois mil e seiscentos e cinquenta casos e trinta e dois óbitos.
- Nos últimos cinco dias morreram quatro pessoas, todas na província de Nampula, e houve cerca de trezentos novos casos.
- Entre 3 de setembro e 20 de janeiro, Nampula registou 1.314 casos (17 óbitos), Tete teve 932 casos (13 óbitos) e Cabo Delgado 404 casos (dois óbitos).
- Nas últimas 24 horas anteriores ao fecho do boletim, foram registados setenta e um novos casos e trinta e seis internamentos; a letalidade mantém-se em 1,2%.
- O Governo pretende eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, com ações multissetoriais financiadas em 31 mil milhões de meticais.
Moçambique regista, em cinco dias, 4 óbitos e 300 novos casos de cólera, no atual surto que já dura quatro meses. O total acumulado subiu para 2.650 casos e 32 mortes, segundo o boletim diário da Direção Nacional de Saúde Pública.
Entre as províncias, Nampula soma 1.314 casos e 17 óbitos, Tete 932 casos e 13 óbitos, e Cabo Delgado 404 casos com dois óbitos. Os quatro falecimentos mais recentes ocorreram na região de Nampula.
Durante as 24 horas finais ao fecho do boletim, registaram-se 71 novos casos, com 36 pessoas internadas. A taxa de letalidade mantém-se em 1,2%, acima do valor de dezembro, que era de 0,5%.
Situação atual
O surto já totaliza 2.650 casos desde setembro, com bom parte concentrada em Nampula. A tendência permanece de crescimento, observando-se aumento de internações e de casos diários.
Resposta do Governo
O Governo tem procurado reforçar medidas de higiene e acesso a água segura. O ministro da Saúde referiu que já foram recebidas cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas para tratamento e prevenção.
O plano nacional visa eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, com ações multissetoriais para melhorar saneamento, água e cuidados de saúde. A comunicação comunitária é apontada como etapa crítica.
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