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Portugal regista abrandamento da gripe, mas mantém-se excesso de óbitos – INSA

A gripe desacelera em Portugal, mas o excesso de mortalidade mantém-se; RSV aumenta e o risco persiste entre idosos

Portugal regista abrandamento da gripe, mas mantém-se excesso de óbitos - INSA
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  • A atividade gripal epidémica está a abrandar em Portugal, com menos casos de gripe, infeções graves e internamentos em cuidados intensivos, mas persiste o excesso de óbitos, segundo o INSA.
  • Desde o início da época, foram identificados 14.243 casos de gripe em 73.292 infeções respiratórias reportadas pelos laboratórios da Rede Portuguesa.
  • Na semana de 12 a 18 de janeiro, foram detetados 495 casos de gripe e 75 casos de infeção respiratória aguda grave admitidos em unidades de saúde, com uma taxa de incidência de 9,6 por 100.000 habitantes.
  • Entre as UCI que reportaram dados, foram observados oito casos de gripe, com seis pacientes com 65 ou mais anos; a proporção da gripe em UCI foi de 9,1%. O RSV continua a aumentar enquanto a deteção de gripe diminui.
  • O INSA regista mortalidade por todas as causas acima do esperado e sublinha que a vacinação continua a ser a medida mais eficaz para prevenir formas graves da doença; a situação internacional mostra alta circulação da gripe na UE/EEE, com o subtipo A(H3N2) dominando.

A atividade gripal epidémica está a abrandar em Portugal, segundo o INSA, com menos casos de gripe e internações em cuidados, mas ainda se mantém o excesso de óbitos. O boletim da semana de 12 a 18 de janeiro indica tendência de redução global.

Desde o início da época gripal, em 29 de setembro de 2025, foram notificados 73.292 casos de infeção respiratória e identificados 14.243 casos de gripe pela Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios.

Na semana em análise foram detetados 495 casos de gripe, menos 258 face à semana anterior. Houve 75 internamentos por infeção respiratória aguda grave (SARI) nas Unidades Locais de Saúde, menos cinco. A taxa situou-se em 9,6 casos por 100.000 habitantes.

Situação na vigilância e grupos de risco

A taxa de SARI continua mais elevada em pessoas com 65 ou mais anos, mesmo com a tendência decrescente, sublinha o INSA. Entre 12 e 18 de janeiro, houve oito casos de gripe reportados por 11 Unidades de Cuidados Intensivos. Oito pacientes tinham 45 a 65 anos.

Dos casos em UCI, seis tinham doença crónica e sete estavam recomendados para vacinação contra a gripe sazonal; dois já estavam vacinados. A proporção de gripe em UCI foi de 9,1%, em descida face à semana anterior.

RSV e evolução dos vírus respiratórios

A deteção de RSV tem vindo a aumentar, ao passo que a da gripe diminui. Desde o início da época, identificaram-se 5.476 casos de outros agentes respiratórios, com RSV a liderar as detecções na última semana, num conjunto de 410 casos.

O boletim regista 111 internamentos por RSV em crianças com menos de 24 meses na rede VigiRSV. Treze por cento das crianças internadas tinham 3 meses ou menos, e 18,6% eram prematuras.

Mortalidade e contexto internacional

A mortalidade por todas as causas permanece acima do esperado em Portugal, com excessos registados nas regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo, em homens e mulheres, sobretudo entre maiores de 75 anos. Internacionalmente, a circulação da gripe continua elevada na UE/EEE.

O vírus da gripe A(H3N2) continua a ser o subtipo dominante na UE/EEE, seguido pelo A(H1N1)pdm09. O INSA reforça que a vacinação é a medida mais eficaz para proteger contra formas graves e incentiva a população-alvo a vacinar-se.

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