- A NATO planeia criar uma zona automatizada de defesa nas fronteiras da Europa com a Rússia nos próximos dois anos, com poucas tropas no terreno.
- A zona incluirá uma área que o inimigo terá de atravessar, com sensores que disparam drones armed, veículos de combate parcialmente autónomos, robôs terrestres não tripulados e defesas aéreas automatizadas.
- A decisão de utilizar estas armas ficará sempre sob responsabilidade humana; os sensores vão monitorizar movimentos e usar dados para informar todos os países da NATO em tempo real.
- O sistema será gerido com IA e computação em nuvem, mantendo o mesmo nível de tropas existentes e sem recorrer a reforços significativos no efectivo.
- Os primeiros elementos já estão a ser testados em projetos-piloto na Polónia e na Roménia, com a implementação total prevista até ao final de 2027.
A NATO planeia reforçar as defesas à frente da fronteira com a Rússia nos próximos dois anos, através da criação de uma zona automatizada de defesa com reduzida presença de soldados. A informação foi dada por um general alemão à imprensa.
A zona seria uma faixa onde o inimigo tem de atravessar antes de avançar, designando-a como uma espécie de zona quente. Sensores poderão detetar forças adversárias e desencadear sistemas de defesa, incluindo drones armados, veículos parcialmente autónomos, robôs terrestres e defesas aéreas automatizadas.
Por decisão humana, as armas automatizadas não serão utilizadas sem supervisão. Os sensores cobrirão uma área extensa, em solo, espaço, ciberespaço ou ar, e poderão partilhar dados sobre movimentos e uso de armamento com todos os países da NATO em tempo real.
O objetivo passa por reforçar arsenais já existentes, manter o contingente atual e recorrer a computação em nuvem e Inteligência Artificial para o controlo do sistema. Alguns elementos já estão a ser testados em projetos-piloto na Polónia e na Roménia, com implementação prevista até ao final de 2027.
Contexto estratégico
Líderes de oito países do norte e leste da Europa assinalaram a revalorização da defesa da fronteira oriental em dezembro, citando a ameaça russa como motivação para a prioridade imediata. A iniciativa envolve coordenação entre vários Estados-membros e parceiros, sem disponibilidade de datas definitivas para recursos e operações.
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