- O ministro dos Transportes de Espanha, Óscar Puente, mostrou certificados para assegurar que o carril da via da Arcelor Mittal, onde ocorreu o descarrilamento do comboio Iryo em Adamuz, Córdoba, foi inspecionado.
- Puente afirmou que o carril em questão é novo e publicou, mais tarde, fotografias dos certificados que atestam verificações químicas, mecânicas, metalográficas, de equação preditiva, de dureza e de choque e impacto.
- O El Mundo informou que a zona onde o acidente ocorreu é um ponto de junção entre material novo e vias não renovadas desde 1989, o que levou cobranças políticas.
- O jornal e a resposta governamental ocorreram no mesmo dia em que foram removidos os últimos destroços das carruagens do Alvia, envolvidas no acidente de Adamuz que já provocou 45 mortos e cerca de 150 feridos.
- A Arcelor Mittal pediu uma investigação independente, destacando que o aço usado é sujeito a testes rigorosos, e reiterou a necessidade de analisar todas as possíveis causas, sem especulações.
O ministro dos Transportes e Mobilidade Sustentável de Espanha, Óscar Puente, revelou certificados que atestam a inspeção da via da Arcelor Mittal onde ocorreu o descarrilamento do comboio Iryo em Adamuz, Córdoba. A divulgação ocorreu neste domingo, após informações da agência EFE.
Puente afirmou, em mensagens publicadas na rede social X, que o trecho onde houve a derrocagem é uma via nova e mostrou fotografias dos certificados, assegurando que o carril já passou por rigorosas verificações. O ministro descreveu as informações como resposta a reportagens publicadas no El Mundo.
As declarações chegaram no mesmo dia em que foram recolhidos os destroços das carruagens envolvidas no acidente. O relatório preliminar aponta para uma fratura no carril, apesar de a linha ter registado intervenções recentes. A investigação independente continua a avançar.
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Reação política
O El Mundo sustenta que a zona era uma junção entre material novo e vias não renovadas desde 1989, o que gerou críticas do Partido Popular (PP). Miguel Tellado pediu a demissão de Puente e acusou-o de ter explicado de forma incorreta as causas do acidente.
A linha de atendimento da Refer recebeu cerca de 1.100 pedidos de informação, segundo a EFE. A Arcelor Mittal, construtora dos carris, pediu uma investigação sem especulações e sublinhou que o aço fornecido passa por testes rigorosos antes de entrar em serviço.
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