- O Governo espanhol e a Junta da Andaluzia deram ordem de adiar o funeral de Estado das vítimas do acidente ferroviário de Adamuz, com data ainda por definir, devido à ausência de várias famílias e ao desejo de realizar o tributo mais tarde.
- O acidente ocorreu a 18 de janeiro, causando quarenta e cinco mortos e perto de cento e cinquenta feridos.
- O relatório preliminar aponta uma fratura do carril como causa do descarrilamento do comboio de alta velocidade Iryo, com outra composição a chocar 20 segundos depois.
- Em 21 de janeiro, o primeiro-ministro Pedro Sánchez e o presidente da Andaluzia, Juanma Moreno, acordaram realizar a homenagem de Estado a 31 de janeiro em Huelva, decisão que foi adiada.
- Hoje houve uma cerimónia organizada pelo Bispado de Córdoba para as vítimas, e Málaga também promoveu uma homenagem promovida pela diocese local.
O Governo de Espanha e a Junta da Andaluzia decidiram adiar o funeral de Estado das vítimas do acidente ferroviário de Adamuz, marcado para este sábado. A decisão foi comunicada pela agência EFE, com fontes governamentais portuguesas.
A razão apresentada prende-se na dificuldade de várias famílias das vítimas em estar presente na cerimónia já marcada para 31 de janeiro, bem como pela preferência de outras famílias por uma data posterior. O objetivo é assegurar participação mais ampla.
O acidente ocorreu a 18 de janeiro na província de Córdoba, quando um comboio de alta velocidade descarrilou e outra composição que seguia no sentido contrário chocou com as carruagens que já se tinham imobilizado na linha. O sinistro fez 45 mortos e cerca de 150 feridos.
Segundo o relatório preliminar, o descarrilamento terá sido provocado por uma fratura no carril. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que as inspeções tinham sido cumpridas e que fissuras nos carris são habituais, atribuindo a ocorrência a uma espécie de “muita má sorte” no caso de Adamuz.
No dia 21 de janeiro, o primeiro-ministro Pedro Sánchez e o presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, concordaram em realizar, no dia 31 de janeiro, em Huelva, uma homenagem de Estado às vítimas da tragédia. Huelva acolhera metade das vítimas mortais.
Fontes dos governos adiantaram que a decisão final de adiar ficou ainda mais justificada pela necessidade de auscultar as famílias, de coordenar a agenda com a Casa Real e de assegurar a recuperação e identificação de todos os corpos.
Hoje, Adamuz recebeu uma cerimónia organizada pelo Bispo de Córdoba em honra das vítimas, com a presença de representantes de várias áreas da província. Em Málaga também houve uma homenagem promovida pela diocese local.
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