- A Base Aérea N.º 11, em Beja, recebeu o quarto avião KC‑390 da Força Aérea Portuguesa, no sábado, 24 de janeiro.
- O KC‑390 traz pela primeira vez o kit de reabastecimento aéreo, permitindo transformar a aeronave num posto de abastecimento voador.
- A viagem transatlântica incluiu entrega na Embraer, em Gavião Peixoto, pausa técnica no Recife e voo direto de oito horas até Beja, graças a depósitos adicionais na fuselagem.
- A Esquadra 506 – Rinocerontes passa a dispor da capacidade de reabastecimento em voo, fortalecendo a projeção da FAP em missões internacionais e na NATO.
- Com a chegada do quarto aparelho, a Esquadra 506 aproxima-se da dotação de seis aeronaves e um simulador, ampliando a autonomia operacional da base no flanco atlântico.
O quarto avião KC-390 da Força Aérea Portuguesa aterrou ontem na Base Aérea N.º 11, em Beja. A chegada, ocorrida na manhã de 24 de janeiro, marca a estreia de Portugal com o kit de reabastecimento aéreo, instalado pela primeira vez no seu equipamento. A aeronave veio do Brasil e integra a Esquadra 506 “Rinocerontes”.
A viagem transatlântica serviu de testagem ao novo sistema. Após a entrega, realizada na Embraer, em Gavião Peixoto, seguiu para o Recife para uma pausa técnica. Sem escalas, cruzou o Atlântico num voo contínuo de oito horas, viabilizado pelos depósitos adicionais instalados na fuselagem.
O kit de reabastecimento transforma o KC-390 num verdadeiro “posto de abastecimento voador”. Com tanques internos e pods sob as asas, a aeronave pode reabastecer outras em pleno voo, aumentando alcance e projeção estratégica da FAP, em missões internacionais e na NATO.
Reabastecimento aéreo: impacto operacional
Com a chegada deste quinto avião, a Esquadra 506 em Beja aproxima-se da dotação total, prevista em seis aeronaves e um simulador. Os Rinocerontes fortalecem o transporte aéreo geral e estratégico, assegurando apoio logístico a missões no estrangeiro com maior autonomia.
A presença em Beja coloca a base num patamar ampliado de relevância no flanco atlântico da Aliança, ampliando capacidades de projeção da Força Aérea em cenários multilaterais. O despacho de operações segue alinhado com objetivos de reforço de capacidade e interoperabilidade.
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