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China investiga general por minar autoridade de Xi Jinping

Investigação a Zhang Youxia e Liu Zhenli reforça combate à corrupção no Exército Popular de Libertação e aponta para purgas visando fidelidade a Xi

China investiga general por minar autoridade do presidente Xi Jinping
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  • O Exército chinês abriu investigação ao general Zhang Youxia e ao chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto da Comissão Militar Central, Liu Zhenli, por alegadamente minarem a autoridade do Presidente Xi Jinping.
  • O editorial do PLA Daily afirma que não há tolerância com a corrupção e que os dois traíram a confiança dos líderes da Comissão Militar Central.
  • Zhang Youxia é o 1.º vice-presidente da Comissão Militar Central, considerado o “número dois” do militar, e Liu Zhenli é o chefe do Estado-Maior Conjunto.
  • O texto acusa-os de exacerbarem problemas políticos e de prejudicarem a lealdade política, bem como a imagem e a autoridade dos líderes da Comissão Militar Central.
  • O caso faz parte de purgas promovidas por Xi para reforçar o controlo do Partido Comunista Chinês sobre as Forças Armadas, num contexto de redução da estrutura da Comissão Militar Central.

O Exército Popular de Libertação (EPL) abriu uma investigação contra o general Zhang Youxia, o mais alto em termos de patente após o Presidente Xi Jinping, por alegado dano à autoridade de Xi. A notícia foi anunciada pelo PLA Daily, o jornal oficial do EPL, neste fim de semana.

O processo envolve também Liu Zhenli, chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto da Comissão Militar Central (CMC), apurando alegadas falhas na conduta que afetaram a imagem e o funcionamento da instituição. A Xinhua confirmou que os dois são alvo de investigação.

Zhang Youxia, de 75 anos, é o primeiro vice-presidente da CMC, posição que o coloca como o “número 2” militar, logo a seguir de Xi Jinping. Além disso, é membro do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC). Liu Zhenli também ocupa posição de destaque na hierarquia militar.

O editorial do PLA Daily acusa os dois de traição de confiança, de prejudicar o sistema de responsabilidade sob Xi e de agravar problemas políticos e de corrupção que colocam em risco a autoridade do PCC sobre as Forças Armadas. Também afirma que prejudicam a lealdade política e o preparo para o combate.

Os textos oficiais destacam que a luta contra a corrupção é parte das purgas promovidas por Xi para fortalecer o controle do PCC sobre as forças armadas. Acrescentam que a erradicação profunda da corrupção tornará as Forças Armadas mais confiantes e eficazes.

Zhang e Liu eram figuras-chave nas ambições de Xi de modernizar o EPL e eram considerados aliados próximos. Ambos participaram em campanhas militares relevantes no passado, incluindo operações com o Vietname.

Fontes citadas pelo South China Morning Post indicam que a acusação envolve corrupção, vazamento de informações e falhas de controle sobre colaboradores e familiares. O caso teria levado à detenção de Zhang na última segunda-feira, segundo as informações.

Ambos os dirigentes não estiveram presentes num seminário do PCC presidido por Xi na semana em curso, gerando especulação sobre o seu paradeiro e motivação das ausências. Desde 2012, Xi tem promovido purgas que visam reforçar a lealdade ao PCC.

A redução de membros da CMC, de sete para quatro, ocorreu durante o terceiro mandato de Xi, com mudanças profundas na estrutura de comando. Entre expulsões de altos militares têm-se incluído vários nomes de relevo ao longo dos últimos anos.

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