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Armas: investigação revela perda de munições em caso de crime

Portugal reduziu, desde 2016, os crimes graves com armas de fogo para menos de mil por ano; em 2025 a PSP reportou 4.747 armas apreendidas, recuperadas ou entregues

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  • Desde 2016, menos de 1.000 crimes graves com armas por ano, com as armas de fogo representando cerca de 6% desses crimes; já chegaram a 20% no passado.
  • A PSP, em 2025, apreendeu, recuperou e recebeu de entregas voluntárias 4.747 armas de fogo; as espingardas são o tipo mais apreendido.
  • Nos cinco anos anteriores, mais de 115 mil armas foram apreendidas ou retiradas de circulação.
  • Portugal tem mais de 1,8 milhões de armas legais registadas, usadas por cerca de 149 mil pessoas; a lei de 2019 endureceu o acesso e o porte.
  • As principais rotas de tráfico de armas para a União Europeia vêm dos Balcãs; há preocupação com novas importações de armas ilegais na Europa, potenciais impactos da guerra na Ucrânia.

Nos últimos anos, Portugal registou uma redução substancial da criminalidade grave relacionada com armas de fogo, resultado de uma lei considerada muito rígida e de um esforço de fiscalização robusto. As estatísticas indicam que o recurso a armas em crimes graves estabilizou-se abaixo de mil casos anuais, desde 2015.

Entre 2000 e 2016, o volume de crimes graves com armas de fogo chegou a ultrapassar os três mil por ano, representando cerca de 20% da criminalidade grave. Hoje, esse peso ronda os 6%, mantendo-se estável na última década, mesmo com episódios de grande visibilidade mediática.

A PSP revelou, apenas em 2025, a apreensão, recuperação e entrega voluntária de 4.747 armas de fogo. O dado evidencia o papel da polícia na redução, com as espingardas a dominar as apreensões, num ano marcado por um aumento relativo face ao anterior.

Panorama das armas em Portugal

Além do trabalho policial, o Estado manteve uma política de controle com impactos na circulação de armas. Em 2025, o total de armas legais em Portugal situava-se acima de 1,8 milhão, de posse de cerca de 149 mil pessoas, incluindo apenas civis (polícias e militares à parte).

A atualização legislativa de 2019 restringiu o acesso, limitou o número de armas por por pessoa e exigiu armazenamento seguro. A associação APAV aponta que o controle de armas pode reduzir não apenas crimes organizados, mas também acidentes e lesões auto-infligidas.

Tráfico e riscos na UE

Especialistas destacam que as rotas de tráfico de armas para a União Europeia passam pelos Balcãs e, hoje, existe preocupação com possíveis novos registos de entrada com o fim da guerra na Ucrânia. Relatórios internacionais apontam que o tráfico de armas está ligado à violência criminal, sobretudo na venda de droga.

A União Europeia continua atenta ao risco de entrada de armas ilegais, com a Alemanha, Espanha e Itália entre os pontos de trânsito mais relevantes. Estudos indicam que o número de armas legais em circulação é próximo do volume de armas ilegais, sublinhando a necessidade de pactos de cooperação entre países.

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