- Cinco dos 37 arguidos detidos na Operação Irmandade ficarão em prisão preventiva, decidida por um juiz do Tribunal Central de Investigação Criminal de Lisboa.
- Os restantes elementos do Grupo 1143, grupo ultranacionalista e nazi, vão aguardar o desenrolar do processo em liberdade, com medidas de contacto entre si proibidas.
- O Ministério Público tinha pedido prisão preventiva para oito arguidos; o juiz determinou medidas de coação não privativas da liberdade para os restantes.
- Mário Machado, líder do grupo, ficou a saber que terá de cumprir uma pena de quatro anos, resultante de cúmulo jurídico por discriminação e incitamento ao ódio e violência.
- O grupo tinha como objetivo formar uma milícia armada para enfrentar uma alegada ameaça islâmica e lançar uma “guerra racial”; a megaoperação resultou em várias detenções, buscas e apreensão de armas e material de propaganda extremista.
Cinco dos 37 arguidos detidos na Operação Irmandade vão permanecer em prisão preventiva, decidiu hoje um juiz do Tribunal Central de Investigação Criminal de Lisboa. Os restantes membros do Grupo 1143 vão aguardar o desenrolar do processo em liberdade.
Todos os arguidos ficam proibidos de contactar entre si e com obrigatoriedade de apresentações periódicas às autoridades. Três deles ficam ainda com termos de identidade e residência, a que já estavam sujeitos.
Na tarde de ontem, o Ministério Público pediu prisão preventiva para oito arguidos. Hoje, seis optaram por prestar declarações, enquanto os outros permaneceram em silêncio no interrogatório judicial.
Medidas de coação e contexto processual
O juiz Nuno Costa Dias entendeu que a prisão preventiva era necessária para cinco arguidos, com base no risco de continuidade da atividade criminosa e de perturbação grave da ordem pública.
O líder do grupo, Mário Machado, ficou a saber que poderá cumprir uma pena de quatro anos, resultante de cúmulo jurídico por discriminação e incitamento ao ódio e à violência.
Os 37 arguidos — incluindo militantes do Chega, um polícia de Setúbal e um militar da Força Aérea — foram detidos na terça-feira, suspeitos de discriminação, incitamento ao ódio e violência, ameaça, coação agravada, ofensas à integridade física qualificada e detenção de arma proibida.
Quinze outras pessoas foram constituídas arguido pelas autoridades, no âmbito da mesma operação.
Contexto da investigação
Segundo a PJ, o Grupo 1143, liderado por Mário Machado, planeava manter uma milícia armada para enfrentar uma alegada ameaça islâmica e promover uma chamada guerra racial, a partir de ações em território nacional.
A megaoperação ocorreu esta semana, com várias detenções e dezenas de buscas em todo o país, resultando na apreensão de armas e de material de propaganda e merchandising ligado à ideologia extremista violenta, neonazista, bem como de armas diversas.
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