- Portugal vai enviar uma equipa para Maputo para acompanhar a investigação à morte do banqueiro Pedro Ferraz Correia dos Reis, administrador do Banco Comercial e de Investimentos (BCI).
- Correia dos Reis, de 56 anos, foi encontrado morto numa casa de banho do Hotel Polana, em Maputo, numa situação ainda por esclarecer.
- A investigação já apontou duas versões contraditórias: inicialmente foi-classificada como homicídio, depois o caso passou a suicídio, com o empresário alegadamente a comprar facas e veneno no dia em questão.
- O grupo português é composto por elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, que irão trabalhar em estreita cooperação com as autoridades moçambicanas.
- A caso gerou controvérsia e dúvidas entre especialistas e na opinião pública, levando a uma petição que acusa incongruências nas explicações e na celeridade da investigação.
Portugal enviará uma equipa para Maputo para acompanhar a investigação à morte do banqueiro Pedro Ferraz Correia dos Reis, administrador do Banco Comercial e de Investimentos (BCI). O corpo foi encontrado numa casa de banho do Hotel Polana, no centro de Maputo, no início desta semana. As circunstâncias permanecem por esclarecer.
Em comunicado conjunto, os Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Justiça informam que a equipa, composta por elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, viajará ainda este fim-de-semana. A presença visa acompanhar as investigações em estreita cooperação com as autoridades moçambicanas.
Pedro Ferraz Correia dos Reis, 56 anos, foi encontrado morto numa altura de grande comoção em Portugal e Moçambique. Inicialmente classificou-se o caso como homicídio pela Polícia da República de Moçambique, com base em imagens de videovigilância. Pouco depois, o Serviço Nacional de Investigação Criminal mudou a perspetiva para suicídio.
Segundo o Sernic, o banqueiro terá usado facas e veneno para ratos, com a investigação a indicar aquisição de estes itens na própria cidade de Maputo. O relatório médico-legal identifica vestígios compatíveis com suicídio, ainda que haja dúvidas por apurar quanto à motivação e aos meios.
Especialistas ouvidos por várias fontes questionam a plausibilidade de combinar os métodos descritos para suicídio, sugerindo potencial incongruência entre ferimentos e ingestão de veneno. A polémica envolve também versões contraditórias apresentadas pelas autoridades moçambicanas.
A decisão portuguesa de enviar a equipa é interpretada localmente como um gesto relevante de cooperação judicial. A presença de peritos nacionais pretende contribuir para um escrutínio mais rigoroso de um caso que afecta um gestor de relevo num banco moçambicano de grande dimensão, controlado pela CGD e pelo BPI.
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