- A Segurança Social encerrou, de forma urgente, o lar ilegal em Catribana (Sintra), que acolhia quatro idosos, sendo dois colocados junto de familiares e os outros dois encaminhados para respostas sociais adequadas.
- A decisão baseou-se em indicações de transferência de idosos desde a última fiscalização, em 14 de janeiro, levando a concluir que o espaço não podia manter as condições de funcionamento.
- A medida surge após o programa RTP “Prova dos Factos” ter mostrado imagens de utentes amarrados às camas e de outros com fezes no colchão, sugerindo falta de cuidados.
- A investigação envolveu ainda uma ação de fiscalização numa segunda casa da mesma entidade proprietária, em Assafora, que estava vazia no momento.
- A proprietária, Cristina Fernandes, negou maus-tratos e disse que o lar funcionava sem alvará, afirmando que o hospital não devia encaminhar doentes sem intervenção das famílias; a entidade já tinha sido alvo de coimas e interdição associadas.
O lar ilegal que funcionava em Catribana, na zona norte de Sintra, foi encerrado com caráter de urgência pela Segurança Social. A instituição acolhia quatro idosos, dois ficaram com familiares e os outros dois foram encaminhados para respostas sociais condignas.
A decisão ocorreu após indícios de transferência de idosos desde a última fiscalização, em 14 de janeiro, e surge um dia depois de o programa Prova dos Factos, da RTP, ter mostrado imagens de utentes amarrados às camas e de condições com fezes no colchão, sugerindo falta de cuidados.
Além disso, a RTP apontou uma possível ligação entre o lar e o Hospital Amadora-Sintra para admissão de doentes internados, o que motivou novas diligências. A Segurança Social já havia multado a entidade proprietária e ordenado o encerramento do espaço por falta de alvará.
Medidas administrativas e investigação
Foi realizada uma fiscalização a outra casa da mesma entidade, em Assafora, que se encontrava vazia. O lar de Rua das Flores tinha sido alvo de uma ordem de encerramento, com coimas entre 23 e 26 mil euros, e interdição do exercício da atividade de apoio social.
Cristina Fernandes, proprietária do espaço, negou maus-tratos ou negligência aos idosos e reconheceu que o lar funcionava sem alvará. Também rejeitou a possibilidade de o hospital encaminhar doentes sem confirmação familiar.
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