- Polícia espanhola libertou quinze mulheres chinesas vítimas de escravatura e exploração sexual em Palma de Maiorca;14 pessoas foram detidas por suspeita de pertencerem à organização.
- Dos detidos, treze são chineses e um espanhol; doze foram presos nas ilhas Baleares e dois em Barcelona, com sete em prisão preventiva.
- As vítimas eram obrigadas a trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, sem liberdade de movimentos e sem poder recusar clientes, sob regime de escravatura.
- Algumas vítimas já estavam em Espanha, outras chegaram da China após alegadas ofertas de emprego como massagistas, cozinheiras ou ajudantes domésticas, com salário de cerca de dois mil euros por mês; a rede também vendia estimulantes e drogas a clientes.
- O dinheiro obtido era enviado a cidadãos chineses que o convertiam em yuan e depositado em contas na China; a investigação começou com denúncias anónimas e com o testemunho de uma vítima que conseguiu escapar. A operação contou com a colaboração da organização não governamental Our Rescue.
Doze de libertação e detenção marcam operação contra rede de exploração sexual em Palma de Mallorca. A polícia espanhola libertou 15 mulheres chinesas e deteve 14 suspeitos ligados à organização. O anúncio foi feito neste sábado, nas Ilhas Baleares. A ação envolve 13 chineses e um espanhol, com 12 detenções nas Baleares e duas em Barcelona.
As vítimas viviam sob regime de escravatura, devendo estar disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana e sem liberdade de movimentos. Eram obrigadas a prestar serviços em casa, sem recusar clientes.
Algumas mulheres já estavam em Espanha; outras chegaram da China após supostas ofertas de emprego como massagistas, cozinheiras ou ajudantes domésticas, com promessa de cerca de dois mil euros mensais. A rede explorava também a venda de estimulantes aos clientes.
Estrutura da rede e fluxo financeiro
Segundo as autoridades, o lucro da exploração era enviado a cidadãos chineses que convertiam o dinheiro em yuan e o depositavam em contas na China. A investigação começou com denúncias anónimas e com o testemunho de uma sobrevivente que afirmou ter sido agredida.
A cooperação internacional teve apoio da organização não governamental Our Rescue. A operação de hoje encerra uma fase de atuação da rede e reforça a atuação policial contra o tráfico humano.
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