- O PS-Madeira discorda da venda das atuais instalações do Hospital Dr. Nélio Mendonça, posição já confirmada pelo presidente do governo regional.
- Defende que o edifício seja utilizado como hospital secundário de referência, com valências de cuidados continuados, cuidados paliativos, unidade do doente frágil e hospital de reabilitação.
- A líder socialista, Célia Pessegueiro, aponta cerca de 250 pessoas com alta clínica que precisam de reabilitação para regressar às suas casas.
- Argumenta que o novo Hospital Central e Universitário da Madeira não resolverá todos os problemas de saúde da região e que manter o Nélio Mendonça libertaria a nova infraestrutura para fins hospitalares.
- O PS critica cedências a interesses imobiliários, lembrando que o hospital já sofreu investimentos e intervenção pública significativos.
O PS-Madeira criticou a intenção do Governo Regional de vender as atuais instalações do Hospital Dr. Nélio Mendonça. A posição foi confirmada pelo presidente do executivo, numa nota divulgada esta sexta-feira. A bancada regional sustenta que a infraestrutura é útil para a região.
Segundo a dirigente socialista Célia Pessegueiro, o hospital é uma infraestrutura fundamental que não deve sair do património público. Defende que o edifício seja utilizado como hospital secundário de referência, com valências de reabilitação, cuidados continuados e paliativos.
A líder do PS-Madeira aponta ainda dificuldades de saúde na região, incluindo situações de alta clínica para cerca de 250 utentes que necessitam de reabilitação para regressar a casa. O argumento é manter o Nélio Mendonça para acolher estes serviços.
Posição e desdobramentos
O PS-Madeira sustenta que o hospital poderia albergar áreas específicas para cuidados continuados e para pacientes em situação de fragilidade, libertando a nova Unidade Central e Universitária da Madeira para funções hospitalares.
A dirigente lembra que o hospital já passou por várias intervenções ao longo dos anos, com renovações de alas, serviços e estacionamento público. A venda seria, segundo o PS, contraditória face aos investimentos já realizados.
A crítica centra-se também numa possível cedência a interesses imobiliários, em vez de prioridades de saúde pública. Os socialistas defendem que manter o Nélio Mendonça contribuiria para ampliar a oferta de cuidados na região.
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