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Portugal regista abrandamento da gripe, mas persiste excesso de óbitos

Gripe em abrandamento em Portugal, com menos casos e internamentos, mas a mortalidade geral permanece acima do esperado, sobretudo entre idosos

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  • A atividade gripal em Portugal está a abrandar, com menos casos de gripe, infeções respiratórias graves e internações em cuidados intensivos, mas persiste o excesso de mortalidade em várias regiões.
  • Entre 12 e 18 de janeiro, foram registados 495 casos de gripe (menos 258 face à semana anterior) e 75 casos de infeção respiratória aguda grave (SARI) nas Unidades Locais de Saúde, a taxa de 9,6 por 100.000 habitantes.
  • Desde o início da época gripal, há 73.292 infeções respiratórias notificadas e 14.243 casos de gripe identificados; o RSV continua a aumentar enquanto a deteção de gripe diminui.
  • Em termos de setores críticos, oito casos de gripe foram reportados por 11 unidades de cuidados intensivos, com maioria de doentes com idade igual ou superior a 65 anos; a proporção de gripe em UCI reduziu face à semana anterior.
  • A mortalidade por todas as causas está acima do esperado, com excessos observados nas regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e entre maiores de 75 anos; a vacinação é destacada como a medida mais eficaz de proteção.

A gripe epidémica em Portugal está a abrandar, embora o excesso de mortalidade persista. O INSA revela menos casos de gripe e de infeções respiratórias graves nas últimas semanas, mantendo, no entanto, números acima do esperado em várias regiões.

Entre 12 e 18 de janeiro, foram notificados 495 casos de gripe, menos 258 face à semana anterior. Também houve 75 internamentos por infeção respiratória aguda grave (SARI) nas Unidades Locais de Saúde, menos cinco.

O boletim da semana de 12 a 18 de janeiro indica uma tendência decrescente na incidência global de SARI, embora existam variações entre as ULS que reportam dados. O INSA destaca que o grupo com 65 anos ou mais continua mais vulnerável.

Durante o mesmo período, oito casos de gripe foram registados por 11 Unidades de Cuidados Intensivos que enviaram informação, com maior percentagem de maiores de 65 anos entre os doentes.

Entre os internados, seis tinham doença crónica, sete tinham indicação para vacinação sazonal e dois já estavam vacinados. A proporção de gripe em UCI situou-se em 9,1%, abaixo da semana anterior.

Em relação a outros vírus, a deteção de RSV tem vindo a crescer, enquanto os casos de gripe diminuem. Desde o início da época, o RSV continua a ser o agente mais detetado entre os vírus respiratórios.

Até agora, 111 internamentos por RSV foram registados na rede de vigilância VigiRSV, em crianças com menos de 24 meses. A maioria das crianças apresenta fatores de risco, como idade muito jovem ou prematuridade.

O INSA aponta que a mortalidade por todas as causas está acima do esperado no país, com excessos em Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e em pessoas com mais de 75 anos.

A nível internacional, a circulação da gripe mantém-se alta na UE/EEE, com o subtipo A(H3N2) ainda dominante, seguido por A(H1N1)pdm09. O pico parece ter passado na maior parte dos países.

A vacinação é destacada como a medida mais eficaz contra formas graves de doenças respiratórias. O INSA reforça que pessoas elegíveis, sobretudo quem corre maior risco, devem ser incentivadas a vacinar-se contra a gripe sazonal.

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