- A Polícia Judiciária deteve no Norte do país um homem estrangeiro suspeito de integrar uma organização criminosa transnacional, envolvida em burlas informáticas.
- A rede terá lucrou mais de € 2,5 milhões com burlas em vários países europeus, segundo a investigação.
- O detido é fortemente indiciado por crimes de associação criminosa, burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento.
- A PJ identificou três identidades falsas usadas para abrir cerca de 40 contas bancárias, que serviam como “mula” para transferências ilícitas.
- Foram apreendidos documentos e sistemas informáticos; o suspeito será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.
A Polícia Judiciária deteve no Norte de Portugal um homem estrangeiro, suspeito de integrar uma organização criminosa transnacional envolvida em burlas informáticas, que terá auferido mais de 2,5 milhões de euros. A operação envolveu já outros elementos da rede, que permanecem em prisão preventiva.
Segundo as autoridades, o suspeito operava com contas criadas a partir de identidades falsas e de sociedades por si criadas, permitindo a circulação de fundos de origem ilícita. A prática tinha origem em crimes informáticos ou realizados por via informática, contribuindo para o lucro global.
As investigações indicam ainda que o homem utilizava três identidades falsas com documentos idênticos aos emitidos por países europeus, abrindo cerca de 40 contas bancárias utilizadas como intermediárias para múltiplas transferências, originadas em burlas em vários países da Europa.
Na sequência da detenção, foram apreendidos documentos e sistemas informáticos que auxiliavam a prática dos crimes. O detido está fortemente indiciado pelos crimes de associação criminosa, burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento.
Desdobramentos da operação
A detenção ocorreu no âmbito de uma investigação que já envolve outros elementos da rede, que se encontram em prisão preventiva. As autoridades continuam a diligenciar para identificar todos os lucros e o alcance da organização em território nacional e internacional.
O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para aplicação das medidas de coação cabíveis. A investigação prossegue para apurar a totalidade dos factos e os parceiros envolvidos.
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