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O vinho da Missa não cai do céu, explica-se a origem

Justino’s lança vinho de Missa Madeira, aprovado pela Diocese do Funchal, para celebrações da Eucaristia, gerando críticas no seio da Igreja

“O vinho de Missa não cai do céu”
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  • A Justino’s apresentou hoje o seu vinho de Missa Madeira, com chancela da Diocese do Funchal, numa cerimónia no Seminário Diocesano durante as Jornadas de Actualização do Clero.
  • O vinho, elaborado a partir da casta Tinta Negra e com estilo meio seco, foi concebido para uso nas celebrações eucarísticas e passa a ser comercializado.
  • O bispo do Funchal, Nuno Brás, disse não estar a par das críticas, mas relativizou o problema, afirmando que o vinho de Missa não cai do céu e que o vinho para a missa deve ser produzido ou adquirido de algum lado.
  • O padre José Luís Rodrigues criticou publicamente, nas redes sociais, a utilização do logótipo da Diocese e a promoção considerada de negócio, contestando a iniciativa.
  • O contexto aponta para uma mudança face à prática anterior, em que muitos sacerdotes utilizavam o vinho de Missa do Porto.

A Justino’s apresentou hoje o seu vinho de Missa Madeira, autorizado pela Diocese do Funchal. A cerimónia ocorreu no Seminário Diocesano, durante as Jornadas de Actualização do Clero, onde os padres presentes puderam conhecer e provar o vinho, criado para as celebrações eucarísticas. O produto será comercializado e passa a estar disponível para uso litúrgico.

O vinho, feito a partir da casta Tinta Negra em estilo meio seco, foi desenvolvido para cumprir as exigências do Código de Direito Canónico relativo ao vinho da missa. A Diocese justifica a criação pela necessidade de substituir o vinho de Missa habitualmente utilizado, maioritariamente de Porto, que ainda prevalece entre muitos sacerdotes.

Reação no seio da Igreja

O padre José Luís Rodrigues criticou a iniciativa em publicações na rede social, questionando a utilização do logótipo diocesano para fins comerciais e sugerindo que a evangelização estaria a ser substituída por questões comerciais. O bispo do Funchal, Nuno Brás, afirmou não estar a par das críticas, mas ponderou a necessidade de produzir ou adquirir vinho para celebração, afirmando que aquele produto é necessário para as celebrações.

A Diocese sublinha que a iniciativa pretende preencher uma lacuna constatada entre os sacerdotes, reforçando a disponibilidade de um vinho adequado para a liturgia. Em reação, a Justino’s confirma o lançamento e a comercialização do produto Madeira de Missa, com distribuição prevista para as celebrações em curso.

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