- Netanyahu discute a segunda fase de Gaza com enviados norte‑americanos, incluindo desarmamento do Hamas, repatriamento do corpo de Ran Gvili e a situação no Irão.
- O líder israelita aceitou, na quarta-feira, o convite do presidente dos EUA para integrar o Conselho da Paz, criado para supervisionar o cessar‑fogo e atuar noutras zonas de conflito.
- Segundo Witkoff, prevê‑se a criação de um governo palestiniano tecnocrático de transição, o Comité Nacional para a Administração de Gaza, bem como desmilitarização e reconstrução do enclave.
- Jared Kushner afirmou, em Davos, que o Hamas deve entregar primeiro o armamento pesado e depois o leve, sem indicar calendário.
- O Hamas pediu ao Conselho da Paz para exigir que Israel cumpra as obrigações do acordo, incluindo ajuda humanitária, reconstrução e fim de violações, enquanto se discute também o plano de reconstrução da chamada “Nova Gaza” e a presença de uma hipotética força para fiscalização.
O Canal 12 de Israel afirmou que, neste sábado, Netanyahu participa de uma segunda fase de consultas sobre Gaza com enviados dos Estados Unidos. O encontro deve abordar o desarmamento do Hamas, o repatriamento do corpo de Ran Gvili e a situação no Irão.
A reunião ocorre no contexto da iniciativa liderada pelo Presidente norte‑americano, Donald Trump, que convidou o primeiro-ministro israelita para integrar o Conselho da Paz. O órgão supervisiona o cessar-fogo em Gaza e pode atuar noutras zonas de conflito.
Witkoff, enviado da Casa Branca ao Médio Oriente, descreveu a criação de um governo palestiniano tecnocrático de transição, o Comité Nacional para a Administração de Gaza, bem como a desmilitarização e a reconstrução do enclave, incluindo o desarmamento de pessoal não autorizado.
Jared Kushner, também envolvido nas negociações, afirmou em Davos que a desmilitarização da Faixa de Gaza deve acontecer por etapas, com a entrega do armamento pesado, seguida do armamento ligeiro, sem apresentar um calendário definido.
Até agora, o Hamas tem aceitado entregar o armamento pesado, visto como ofensivo, em troca de garantias de ajuda humanitária e medidas de reconstrução, mantendo resistência à entrega de armas consideradas defensivas.
Na quinta-feira, a Administração Trump apresentou o plano de reconstrução para a denominada “Nova Gaza”, promovendo um projeto de desenvolvimento urbano com arranha-céus num território devastado pela ofensiva israelita.
A reunião também deverá analisar o Irão, após Trump ter anunciado, no dia anterior, uma “enorme frota” a caminho das águas próximas à República Islâmica, segundo a leitura de analistas presentes no encontro.
O Hamas pediu ao Conselho da Paz que obrigue Israel a cumprir as condições do plano de 20 pontos que antecedeu o cessar-fogo, defendendo a entrada de ajuda humanitária e materiais para abrigo, além do início da reconstrução.
A trégua estabelecida a 10 de outubro continua em vigor, com a troca de 20 reféns vivos por prisioneiros palestinianos, retirada parcial de forças israelitas e entrada de ajuda humanitária, apesar de acusações mútuas de violações.
A guerra teve início em outubro de 2023, após ataques do Hamas que causaram cerca de 1.200 mortos em Israel e levaram à captura de 251 pessoas. Em Gaza, as autoridades locais apontam mais de 71 mil mortos e uma devastação generalizada.
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