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Mecanismo identificado explica risco de pneumonia grave após gripe

Estudo identifica proteína TNFSF14 como agente da perda de macrófagos alveolares após gripe, elevando risco de pneumonia bacteriana grave; bloqueio pode preservar defesas e salvar vidas

Pneumonia
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  • Identificado um mecanismo que explica o risco de pneumonia grave após gripe: a proteína TNFSF14 provoca a eliminação de macrófagos alveolares, reduzindo a defesa pulmonar contra bactérias como o pneumococo.
  • A queda desses macrófagos ocorre entre a primeira e a segunda semana de infeção, coincidindo com o aumento da vulnerabilidade a infeções bacterianas.
  • Neutrófilos são a principal fonte de TNFSF14 durante a fase aguda da gripe, atuando via caspase-8 para induzir morte celular dos macrófagos.
  • O bloqueio de TNFSF14, com anticorpos neutralizantes ou alterações genéticas, preserva macrófagos, diminui a carga bacteriana e melhora a sobrevivência em modelos experimentais.
  • Estudo publicado na The Journal of Clinical Investigation, com colaboração do Instituto de Biologia Molecular, Genómica e Proteómica (INBIOMIC) da Universidade de León, partindo de um consórcio internacional liderado por investigadores da Alemanha e da Argentina.

A pneumonia bacteriana secundária é uma das complicações mais graves da gripe, levando a internações em unidades de cuidados intensivos. Um estudo internacional identificou um mecanismo imunitário que explica por que algumas pessoas desenvolvem pneumonia grave após uma infeção viral.

A pesquisa, publicada na The Journal of Clinical Investigation, aponta a proteína TNFSF14 como determinante da perda de uma população essencial de macrófagos alveolares nos pulmões. Esses macrófagos são a primeira linha de defesa contra bactérias e detritos.

Os cientistas, com participação do INBIOMIC da Universidade de León, integraram um consórcio internacional liderado por investigadores da Alemanha e da Argentina. A conclusão sugere que a falta desses macrófagos aumenta a vulnerabilidade a infeções bacterianas secundárias.

Observou-se que, entre a primeira e a segunda semana de uma gripe grave, o número de macrófagos alveolares cai de forma acentuada. A eliminação destes células não decorre da invasão viral direta, mas de sinais inflamatórios do próprio sistema imunitário.

A molécula TNFSF14, da família do fator de necrose tumoral, é identificada como a principal responsável pelo processo. Durante a infeção viral, a proteína é libertada nos pulmões e ativa a morte celular via caspase-8.

Os neutrófilos, células que migram para os pulmões para combater o vírus, são a principal fonte de TNFSF14 na fase aguda da gripe. A resposta inflamatória necessária para controlar o vírus pode eliminar as defendidas células contra bactérias.

Em modelos experimentais, a co-infecção por influenza e pneumococo mostrou-se letal quando os macrófagos alveolares desapareceram quase por completo. A pesquisa enfatiza o papel crucial dessa população de defesa.

Quanto às perspetivas terapêuticas, o estudo sugere que bloquear a ação do TNFSF14, por anticorpos neutralizantes ou alterações genéticas, preserva os macrófagos alveolares, reduz a carga bacteriana e melhora a sobrevivência.

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