- Mais de cinco mil mortos na repressão dos protestos no Irão, segundo a Human Rights Activists News Agency, com redes de ativistas a verificar os números.
- Dentre as vítimas, 4.716 eram manifestantes, 203 ligados ao Governo, 43 crianças e 40 civis não participavam nos protestos.
- O país está sem internet há mais de duas semanas, dificultando a verificação de informações.
- Mais de 26.800 pessoas foram detidas, num esforço de repressão em curso.
- Tensões entre os Estados Unidos e o Irão aumentam com a aproximação de um grupo de porta-aviões ao Médio Oriente; Trump classifica o grupo como uma “armada” e chega a mencionar possíveis ataques, o que o Irão nega.
Mais de 5.000 mortos na repressão de protestos no Irão, segundo ativistas, com a internet cortada há mais de duas semanas. O balanço mais recente é da Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos EUA.
De acordo com o relatório, 4.716 das vítimas eram manifestantes, 203 ligados ao Governo, 43 crianças e 40 civis não envolvidos nos protestos. O grupo afirma ainda que mais de 26.800 pessoas foram detidas.
A organização argumenta que os números refletem uma repressão sem precedentes no Irão e que a contagem de mortos é superior à de outras ondas de distúrbios nas últimas décadas, lembrando a Revolução Islâmica de 1979.
Internet indisponível e contexto
As informações do Irão permanecem difíceis devido ao corte de acesso à internet, implementado a 8 de janeiro. Autoridades e observadores criam relatos através de redes locais e de ativistas no terreno.
Tensões transnacionais e reações
Ao nível internacional, as tensões entre EUA e Irão aumentam, com a aproximação de um grupo de porta-aviões ao Médio Oriente. O Presidente Donald Trump descreveu a força naval norte-americana como uma armada em declarações a jornalistas.
O procurador-geral iraniano, Mohammad Movahedi, rejeitou alegações de que a intervenção do Irão tenha interrompido execuções de manifestantes, classificando-as como falsas. A Mizan, agência do poder judicial, citou as declarações.
Apesar das negações, persiste a dúvida sobre a possibilidade de execuções em massa. Autoridades iranianas já indicaram que alguns detidos enfrentam acusações de pena de morte.
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