- A atividade gripal epidemíca em Portugal está em tendência decrescente, com menos casos de gripe, infeções respiratórias graves e internamentos em cuidados intensivos, mas o excesso de mortalidade persiste.
- Entre 12 e 18 de janeiro foram detectados 495 casos de gripe e admitidos 75 casos de infeção respiratória aguda grave (SARI) nas Unidades Locais de Saúde, com uma taxa de 9,6 casos por 100.000 habitantes.
- A mortalidade por todas as causas mantém valores acima do esperado, com excessos identificados nas regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, especialmente entre pessoas com mais de 75 anos.
- A deteção de vírus respiratórios revelou aumento do RSV (vírus sincicial respiratório), com 410 casos na última semana e 111 internamentos por RSV desde o início da época, sobretudo em crianças pequenas.
- O INSA destaca que a vacinação permanece a medida mais eficaz de proteção contra formas graves de doenças respiratórias e incentiva a vacinação para quem é elegível.
O INSA informa que a atividade gripal epidémica está a abrandar em Portugal. O boletim referente à semana de 12 a 18 de janeiro aponta tendência decrescente, com menos casos de gripe, menos infeções respiratórias graves e menos internamentos em cuidados intensivos. Ainda assim, o excesso de mortalidade mantém-se acima do previsto.
Desde o início da época gripal, em 29 de setembro de 2025, os laboratórios notificaram 73.292 infeções respiratórias e identificaram 14.243 casos de gripe. Na semana de análise, houve 495 casos de gripe, menos 258 face à semana anterior, e 75 admissões por infeção respiratória aguda grave (SARI) nas Unidades Locais de Saúde, menos cinco.
Foram identificados oito casos de gripe pelas 11 Unidades de Cuidados Intensivos que reportaram dados, dois deles com menos de 65 anos. Entre os Internamentos, seis pacientes tinham 65 anos ou mais e sete estavam com recomendação de vacinação. A taxa de gripe em UCI ficou em 9,1%.
Desempenho por faixa etária e UCI
O boletim nota que a deteção de RSV tem aumentado, enquanto a gripe reduz. Desde o início da época, 5.476 casos de outros agentes respiratórios foram detetados, com 410 na última semana, destacando o RSV. Na vigilância, 111 internamentos por RSV em crianças com menos de 24 meses, sendo 20,7% com idade ≤3 meses e 18,6% prematuros.
A proporção de gripe entre os casos em UCI foi de 9,1%, com variação face à semana anterior. O relatório sustenta que a mortalidade por todas as causas está acima do esperado em Portugal, com excessos registados nas regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, em ambos os sexos e acima dos 75 anos.
Mortalidade e perspetivas
À escala internacional, a circulação do vírus da gripe permanece elevada na maioria da UE/EEE, afetando todas as faixas etárias. O pico já terá passado na maior parte dos países. O subtipo dominante na UE/EEE continua a ser o A(H3N2), seguido pelo A(H1N1)pdm09.
De acordo com o INSA, a vacinação continua a ser a medida mais eficaz para proteger contra formas graves de doenças respiratórias. As pessoas elegíveis, especialmente as com maior risco, devem manter a vacinação como prioridade.
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