- Donald Trump e Mark Rutte discutiram um possível acordo para a Gronelândia, mas não houve intenção de formalizar os termos por escrito nessa fase, devido a preocupações com fugas de informação.
- Entre as propostas está a criação de uma missão da NATO no Ártico, informalmente designada “Arctic Sentry”, para reforçar a presença na região frente a Rússia e China.
- Está em análise rever o acordo de quarenta e cinco anos que regula a presença militar dos EUA na Gronelândia (1951, com Dinamarca), com o objetivo de assegurar uma presença com base jurídica sólida e, possivelmente, criar uma área controlada pelos EUA semelhante às bases de base soberana em Chipre.
- Também se fala em restringir investimentos de países não pertencentes à NATO, especialmente Rússia e China, em minerais de terras raras na Gronelândia.
- A Casa Branca disse que os detalhes do plano serão divulgados à medida que forem finalizados; fontes próximas dizem que o acordo poderá avançar, ao custo reduzido, e que Trump é visto como negociador-chefe.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter delineado a estrutura de um acordo sobre a Gronelândia após uma reunião com Mark Rutte, primeiro-ministro holandês, e o secretário-geral da NATO. A reunião ocorreu em Davos, Suíça, com foco em propostas ainda não formalizadas por escrito. A posição da NATO evita a divulgação de documentos formais nesta fase.
Segundo fontes próximas das negociações citadas pela CNN e pelo New York Times, o objetivo é avançar sem comprometer a “linha vermelha” europeia de que o território não está à venda. A ideia é explorar propostas discutidas dentro da aliança ao longo dos últimos meses, sem firmar acordos oficiais de imediato.
Entre as propostas destacadas está a criação de uma missão da NATO no Ártico, apelidada informalmente de Arctic Sentry, inspirada em operações na região báltica e na Europa de Leste. A presença aliança seria reforçada numa área estratégica, face à concorrência da Rússia e da China.
Outra peça central é a atualização do acordo de 1951 entre os EUA, Dinamarca e Gronelândia. O atual regime permite operações militares e construção de bases, mas preocupa que a Gronelândia possa ganhar independência e alterar esse acesso. Refere-se, assim, a extensão do enquadramento jurídico para assegurar presença estável.
Há ainda a possibilidade de criar uma área administrativa sob controlo dos EUA na Gronelândia, semelhante às bases de soberania no Chipre, onde zonas são consideradas território britânico. A ideia surge ligada à revisão do acordo existente.
Também se discute limitar investimentos estratégicos de países não pertencentes à NATO, em especial Rússia e China, para evitar a exploração de minerais de terras raras. O objetivo seria facilitar o acesso dos EUA a recursos naturais da Gronelândia caso se alcancem acordos mais amplos.
A Casa Branca indicou que os detalhes do plano só serão revelados à medida que forem finalizados. Uma porta-voz afirmou que, se o acordo avançar, os objetivos estratégicos seriam alcançados com custo reduzido. A oficial ressaltou que Trump atua de forma proativa na negociação.
Uma fonte presente em Davos explicou que o secretário-geral da NATO preferiu não redigir documentos formais durante o encontro, por receio de fugas de informação e de publicações nas redes sociais por parte do Presidente americano, que já havia gerado polémica ao divulgar mensagens privadas de Rutte e de Macron anteriormente.
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