- A atividade gripal epidémica está a abrandar em Portugal, com menos casos de gripe e de infeções respiratórias graves, mantendo-se o excesso de óbitos.
- Na semana de 12 a 18 de janeiro, foram detetados 495 casos de gripe e admitidos 75 casos de infeção respiratória aguda grave (SARI), com uma taxa de incidência de 9,6 por 100.000 habitantes.
- Desde o início da época, a 29 de setembro de 2025, ocorreram 73.292 infeções respiratórias e 14.243 casos de gripe; o vírus respiratório sincicial (RSV) continua a aumentar, enquanto a gripe diminui.
- A taxa de SARI continua mais elevada entre pessoas com 65 ou mais anos; oito casos de gripe foram reportados em 11 unidades de cuidados intensivos, com seis pacientes de 65+.
- O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sublinha a vacinação como a medida mais eficaz contra formas graves de doenças respiratórias e aponta excessos de mortalidade por todas as causas em várias regiões.
A atividade gripal epidémica em Portugal está a abrandar, com menos casos de gripe e de infeções respiratórias graves, embora persista um excesso de mortalidade, segundo o INSA. O boletim da semana de 12 a 18 de janeiro indica tendência decrescente na atividade gripal e nos internamentos em cuidados intensivos.
Desde o início da época gripal, a 29 de setembro de 2025, os laboratórios notificaram 73.292 infeções respiratórias e 14.243 casos de gripe. Na semana analisada, foram identificados 495 casos de gripe, menos 258 face à anterior, e 75 internamentos por infeção respiratória aguda grave (SARI) nas Unidades Locais de Saúde, menos cinco.
O INSA alerta que, embora a taxa de SARI tenha diminuído, persiste uma diferença significativa entre as ULS que reportam dados, o que complica a leitura global. A incidência de SARI continua mais elevada entre quem tem 65 anos ou mais. Entre 12 e 18 de janeiro, registaram-se oito casos de gripe em 11 Unidades de Cuidados Intensivos que enviaram dados, com a maioria de idosos.
Persistência de casos graves e vacinação
Seis dos doentes tinham idade igual ou superior a 65 anos, com um na faixa 45-54 e outro 55-64. No total, seis tinham doença crónica e sete estavam recomendados para vacinação, dois dos quais já vacinados. A proporção de gripe em UCI situou-se em 9,1%, abaixo da semana anterior (10,5%).
A deteção de RSV tem aumentado, enquanto a circulação da gripe diminui. Desde o início da época, foram identificados 5.476 casos de outros agentes respiratórios, com 410 na última semana, destacando o RSV como o mais detetado. Na vigilância VigiRSV, registaram-se 111 internamentos de crianças com RSV até aos 24 meses.
Mortalidade e panorama internacional
A mortalidade por todas as causas continua acima do esperado em Portugal, com excessos identificados na semana passada nas regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, em ambos os sexos e nos maiores de 75 anos. Internacionalmente, a circulação do vírus da gripe permanece elevada na UE/EEE, com o pico já ultrapassado em muitos países.
O subtipo dominante na UE/EEE continua a ser A(H3N2), seguido por A(H1N1)pdm09. O INSA reforça que a vacinação é a medida mais eficaz para proteger contra formas graves de doenças respiratórias, incentivando a vacinação especialmente para grupos de maior risco.
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