- As USF-C não podem contratar médicos com vínculo ao SNS nos últimos três anos, mas podem recrutar internos ou recém-formados sem contrato de especialista.
- Os primeiros concursos para criar unidades de saúde familiar com gestão privada (modelo C) decorreram a par do concurso nacional para médicos de família formados na segunda época de 2025.
- O procedimento abriu em dezembro e fechou na semana passada, preenchendo 50 das 142 vagas disponíveis.
- A coincidência entre processos foi criticada por colocar o SNS e o setor privado a competir pelos mesmos médicos.
- A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) garante que não houve interferência entre os procedimentos e que o objetivo é aumentar a cobertura de utentes com médico de família.
Os concursos que visam criar unidades de saúde familiar com gestão privada (modelo C) decorreram em simultâneo com o concurso nacional para médicos de família que terminará de preencher vagas. A coincidência provocou críticas sobre a concorrência entre SNS e setor privado pelos mesmos profissionais.
Os primeiros concursos criados pelas unidades locais de saúde (ULS) para USF com gestão privada já estavam aprovados há mais de um ano. O objetivo é aumentar a cobertura de utentes com médico de família, segundo a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).
O concurso nacional abriu em dezembro e fechou na semana passada, com 142 vagas inicialmente disponíveis. Já foram ocupadas 50 vagas, numa corrida que envolve médicos formados na segunda época de 2025. A ocupação parcial gerou preocupações sobre a disputa por talentos entre setores.
Contexto e condições de contratação
Médicos alertam para os riscos da concorrência entre SNS e privado, sobretudo em relação a contratos de trabalho. A USF-C, por exemplo, não pode contratar médicos com vínculo ao SNS nos últimos três anos. Contudo, pode recrutar internos ou recém-formados sem contrato de especialista.
A ACSS afirmou que não houve interferência entre os dois procedimentos. Alega que as soluções visam apenas aumentar a disponibilidade de médicos de família para os utentes. A posição oficial sustenta que os concursos operam de forma independente, com foco em ampliar a cobertura.
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