- A atividade gripal epidémica em Portugal está a abrandar, com menos casos de gripe e internamentos, mantendo-se, porém, o excesso de óbitos.
- O RSV (vírus sincicial respiratório) tem vindo a aumentar, com 410 casos na última semana; desde o início da época foram identificados 5.476 casos.
- Foram reportados 111 internamentos por RSV em crianças com menos de 24 meses; entre estes, 20,7% tinham ≤ 3 meses, 18,6% eram prematuros, 17,8% tinham baixo peso e 4,5% foram para Unidade de Cuidados Intensivos ou necessitaram de ventilação.
- A mortalidade por todas as causas está acima do esperado, com excessos detectados nas regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, em ambos os sexos e entre pessoas com mais de 75 anos.
- A circulação da gripe continua elevada na UE/EEE, com o subtipo A(H3N2) a dominar; o INSA recomenda a vacinação como medida mais eficaz de proteção contra doenças respiratórias graves.
A gripe epidémica em Portugal está a abrandar, com menos casos de gripe, infecções respiratórias graves e internamentos em cuidados intensivos. O INSA confirma que, apesar da melhoria, permanece o excesso de óbitos.
Entre os diversos agentes respiratórios detetados, o vírus sincicial respiratório (RSV) tem vindo a aumentar, enquanto as detecções de gripe diminuem, indica o boletim semanal do INSA.
Desde o início da época, foram identificados 5476 casos de infecção respiratória. Na última semana foram detetados 410 casos, com o RSV a ser o agente mais frequente.
RSV e impacto em crianças
Segundo o INSA, já houve 111 internamentos por RSV em crianças com menos de 24 meses na rede de vigilância VigiRSV. Deste total, 20,7% tinham 3 meses ou menos, 18,6% eram prematuros, 17,8% com baixo peso e 4,5% necessitaram de Unidade de Cuidados Intensivos ou ventilação.
A mortalidade por todas as causas mantém-se acima do expected, com excessos identificados na semana passada nas regiões Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e entre maiores de 75 anos, em ambos os sexos, segundo o INSA.
Perspetivas internacionais e vacinação
Globalmente, a circulação de gripe é elevada na maioria da UE/EEE e afeta todas as faixas etárias, com o pico já aparentando ter passado em muitos países. O subtipo dominante na UE/EEE continua a ser A(H3N2), seguido de A(H1N1)pdm09.
O INSA sublinha que a vacinação permanece a medida mais eficaz para prevenir formas graves de doenças virais respiratórias, incentivando a adesão especialmente entre grupos de maior risco.
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