- O número de partos extra-hospitalares em Portugal é semelhante ao registado na última década, com a maior parte a acontecer no domicílio.
- Fora da pandemia, não houve grande alteração nos números; nos primeiros dez meses do ano passado houve 186 partos fora do hospital, frente a 189 no ano anterior.
- A grande maioria não ocorre na via pública nem nas ambulâncias; o INEM é chamado apenas quando surgem situações que se complicam.
- A ministra destacou que é mais seguro recorrer a uma ambulância do que usar meios próprios ou da família, e sublinhou a importância de vigiar grávidas em todos os trimestres.
- O esforço é ter urgências regionais mais previsíveis para apoiar o SNS e o INEM, contando com a literacia para reconhecer sinais.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou esta quinta-feira que o número de partos fora dos hospitais em Portugal é semelhante ao da última década, sendo a maior parte ocorrida no domicílio. A exceção foi a época pandémica, em que houve mais partos extra-hospitalares.
Após a conferência Futuro da Saúde na Europa, no Porto, a governante explicou que a maioria não ocorre na via pública nem nas ambulâncias, ocorrendo sobretudo no lar. O INEM pode ser chamado quando surgem complicações.
Ela acrescentou que nem todos os partos extra-hospitalares passam pelo INEM e que não está comprovado um aumento de partos nas ambulâncias face aos anos anteriores, devido a constrangimentos nas urgências. A linha SNS24 e o INEM atuam para apoiar grávidas.
Dados sobre partos fora do hospital
A ministra destacou que as grávidas são orientadas a recorrer a ambulâncias quando necessário e que a literacia em saúde ajuda a reconhecer sinais precoces. O objetivo é ampliar a vigilância em todos os trimestres e fortalecer as urgências regionais.
O INEM informou à Lusa que, nos primeiros dez meses do ano passado, ocorreram 186 partos fora do hospital, números próximos aos 189 registados no ano anterior.
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