- O mercado livreiro português cresceu em 2025, com +7,6% em valor e +6,9% em unidades, totalizando 217,5 milhões de euros e 14,8 milhões de livros vendidos.
- O crescimento deveu-se, em parte, a categorias específicas, nomeadamente livros de colorir mandala e infantis, que dominaram as vendas.
- O preço médio do livro subiu 0,6%, fixando-se em 14,66 euros, menos do que a inflação estimada de 2,3%.
- As livrarias e pontos especializados responderam por cerca de 78,5% do valor total das vendas; quase 15 mil novos títulos foram lançados em 2025.
- A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) defende políticas públicas que mantenham o acesso ao livro, apoiem a rede de livrarias e valorizem a leitura entre crianças e jovens.
O mercado livreiro português fechou 2025 com crescimento moderado, registando um aumento de 7,6% em valor e 6,9% em unidades vendidas. No total, foram cerca de 217,5 milhões de euros e 14,8 milhões de livros comercializados ao longo do ano.
Apesar dos resultados positivos face a 2024, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) aponta que o crescimento se deve principalmente a segmentos específicos, como livros de colorir mandala e títulos infantis, que dominaram as vendas.
Para Miguel Pauseiro, presidente da APEL, o fenômeno não deve ser confundido com expansão estrutural: uma fração significativa resulta de consumo pontual, que não equivale a um aumento da leitura ou da literacia.
O preço médio do livro subiu 0,6%, fixando-se nos 14,66 euros, valor abaixo da inflação estimada para o período (2,3%). Pauseiro destaca que editoras têm absorvido parte dos custos para manter acessíveis os títulos.
Segundo a GfK, livrarias e pontos especializados respondem por cerca de 78,5% do valor total das vendas, consolidando o papel destes canais. Em 2025 foram lançados quase 15 mil novos títulos, evidenciando uma contínua vitalidade editorial.
A evolução dos indicadores deve ser encarada com responsabilidade, aponta Pauseiro, defendendo um reforço sustentável dos hábitos de leitura, sobretudo entre crianças e jovens. O papel da família e da escola é decisivo para manter o livro na vida cultural do país.
A APEL defende políticas públicas que promovam o acesso ao livro, apoiem a rede de livrarias, fortaleçam bibliotecas e valorizem a criação editorial em língua portuguesa.
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