- O caso, em julgamento no Tribunal de Snaresbrook, em Londres, envolve Barron Trump, filho mais novo do atual Presidente dos Estados Unidos, que em janeiro de 2025 ligou para os serviços de emergência britânicos a partir dos EUA após testemunhar, via videochamada, uma amiga a ser agredida em Londres.
- O arguido, Matvei Rumiantsev, de 22 anos, é acusado de agressão e de dois crimes de violação contra a alegada vítima, que não pode ser identificada. O homem nega as acusações, que remontam a novembro de 2024 a janeiro de 2025.
- Na madrugada de 18 de janeiro de 2025, Barron Trump telefonou para o 999 após ter visto a agressão; a chamada foi gravada, com o jovem a fornecer a morada e a sublinhar que era uma emergência.
- Segundo transcrições do CPS, Barron não se identificou de início e explicou que o contacto foi feito porque a amiga estava a ser espancada, acrescentando que a chamada durou apenas alguns segundos.
- O arguido afirma que, nessa noite, houve consumo de álcool e que as relações foram consensuais, apresentando uma versão diferente dos factos durante o julgamento, incluindo a alegação de legítima defesa para evitar agressões. O caso continua em tribunal.
Barron Trump, filho mais novo do então presidente dos EUA, está a ser julgado num tribunal de Londres por alegações envolvendo violência sexual. O caso envolve uma alegada agressão ocorrida entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, e uma violação praticada contra uma mulher não identificável. A comunicação com serviços de emergência ocorreu a 18 de janeiro de 2025, através de uma chamada recebida por Facetime a partir dos EUA.
Segundo o The Guardian, o arguido é Matvei Rumiantsev, de 22 anos, que está acusado de agressão e de dois crimes de violação. Rumiantsev sustenta inocência e a defesa contesta as acusações. A acusação aponta para eventos ocorridos entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, com o incidente central na madrugada de 18 de janeiro de 2025.
De acordo com a transcrição da chamada divulgada pelo Crown Prosecution Service, Barron Trump não se identificou e descreveu a situação como uma emergência. O jovem afirmou que recebeu a chamada de uma rapariga que conhecia pelas redes sociais e indicou a morada da vítima, reforçando a gravidade do que testemunhava ter visto.
Depoimento de Barron Trump
Mais tarde, Barron Trump prestou declarações aos investigadores como testemunha. Em correio electrónico de 2 de maio, referiu que a filmagem foi breve, mas evidente, e que o atendimento da chamada se deu apesar da diferença de fuso horário. Descreveu a duração visual da agressão entre cinco e sete segundos e que pediu a amigos para contactar o 999 a partir dos EUA.
A acusação sustenta que Matvei Rumiantsev estrangulou a vítima na noite de 17 para 18 de janeiro de 2025, com o arguido detido na manhã do mesmo dia e mantido em prisão preventiva. O veículo legal a acompanhar o caso envolve dois crimes de violação, alegadamente cometidos em idades diferentes.
Versão do arguido
O arguido, de nacionalidade russa, assumiu no tribunal que, nessa noite, consumiu álcool com a vítima e que as relações foram consensuais. Refere ter segurado os braços da mulher numa tentativa de se defender após uma discussão acesa. Sobre a chamada de Barron Trump, disse ter visto o telefone da vítima tocar e desconhecer o motivo, admitindo apenas que poderia esperar que não agissem diante de outra pessoa.
Rumiantsev indicou manter algum conhecimento da relação entre a vítima e Barron Trump desde outubro de 2024, quando a mulher pediu para tirar uma foto de uma conversa entre ambos. Negou qualquer comportamento controlador e afirmou sentir-se perturbado pela situação, sem evidenciar intenções ilícitas. O julgamento continua em curso.
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