- Albert Ho Chun-yan declarou-se culpado de incitamento à subversão, no início do julgamento por vigílias em memória de Tiananmen em Hong Kong.
- Chow Hang-tung e Lee Cheuk-yan declararam-se inocentes; Jimmy Lai já foi considerado culpado, também nesse processo, por conspiração para conluio com forças estrangeiras e por conspiração para publicar artigos sediciosos.
- O julgamento é presidido pelo juiz Alex Lee Wan-tang; as audiências devem durar cerca de setenta e cinco dias.
- Se forem condenados, os três ativistas podem enfrentar até dez anos de prisão ao abrigo da lei de segurança nacional, implementada em 2020. Estão detidos desde setembro de 2021, com Ho libertado brevemente em caução e depois reencarcerado.
- As vigílias foram interrompidas em 2020 devido à covid-19 e não retomaram, com a lei de segurança nacional a impedir manifestações; organizações como a Amnistia Internacional criticam as detenções e o uso da NSL.
Albert Ho Chun-yan declarou-se culpado hoje, no início do julgamento por incitamento à subversão. O ex-organizador da vigília de Tiananmen em Hong Kong é acusado pelo Ministério Público de defender o fim do regime de partido único chinês ao longo de décadas de discursos.
Chow Hang-tung e Lee Cheuk-yan, antigos líderes da Aliança de Hong Kong de Apoio aos Movimentos Democráticos Patrióticos da China, declararam-se inocentes. A sessão foi presidida pelo juiz Alex Lee Wan-tang.
O julgamento de Albert Ho, Chow Hang-tung, Lee Cheuk-yan e de Jimmy Lai decorre numa altura de grande tensão política. Lai foi considerado culpado em dezembro de conspiração para conluio com forças estrangeiras e para publicar artigos sediciosos.
Detenção e enquadramento legal
Os três ativistas, detidos em setembro de 2021, permanecem na prisão. Ho teve libertação provisória por caução, mas regressou à prisão após alegações de violar termos. As audiências deverão durar 75 dias, com início adiado duas vezes.
O procurador Ned Lai Ka-yee alegou que Ho, em discursos nas vigílias, defendeu repetidamente o fim do regime chinês. A defesa sustenta que tais mensagens se enquadram na liberdade de expressão protegida.
As vigílias pelas vítimas do Massacre de Tiananmen foram interrompidas em 2020 por causa da covid-19 e não voltaram, devido à Lei de Segurança Nacional implantada por Pequim em 2020.
Contexto regional
Hong Kong e Macau ficaram como os únicos locais onde vigílias a luz de velas marcavam o 4 de junho. Em Macau, a vigília no Largo do Senado também foi proibida, refletindo o clima de repressão.
Diplomatas de França, Suécia e Irlanda estiveram presentes, juntamente com antigos membros e voluntários da Aliança, dissolvida em 2021. A Amnistia Internacional reiterou críticas à aplicação da lei de segurança nacional.
A organização salientou que mais de 300 pessoas foram detidas desde 2020 em casos ligados à segurança nacional, envolvendo ativistas, jornalistas e académicos, segundo o grupo.
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