- A ex-militante do PS Vanda Loureiro está entre os detidos na Operação Irmandade da PJ, que prendeu 37 membros do Grupo 1143, liderado pelo neonazi Mário Machado.
- O PS Barreiro informou que Loureiro saiu do partido em 16 de outubro de 2024 e que, até à altura, não exercia cargo autárquico ou executivo em nome do PS.
- A ligação à extrema-direita já era conhecida desde junho do ano passado; Loureiro terá sido convidada a integrar as listas da comissão política do PS Barreiro por André Pinotes Batista.
- A militante terá radicalizado, passando pelo partido Ergue-te, figurando como número 12 da lista à Câmara do Barreiro nas legislativas de 2025, e participava regularmente em eventos do Grupo 1143.
- No total, a operação envolve 37 detidos e 15 arguidos adicionais, no âmbito de uma ação da PJ contra crimes de ódio a imigrantes.
A ex-militante do PS Vanda Loureiro integra o ducto de detenções da chamada Operação Irmandade da Polícia Judiciária, que já deteve 37 membros do Grupo 1143, liderado pelo neonazi Mário Machado. A ação visa crimes de ódio e extremismo, com mais 15 arguidos além dos detidos. O que aconteceu aconteceu hoje, em território nacional, com buscas e detenção de suspeitos.
Vanda Rute Silva Loureiro já ocupou lugar na comissão política do PS no Barreiro. O partido confirmou que deixou de ser militante em 16 de outubro de 2024 e que nunca exerceu cargo autárquico ou executivo em nome do PS. A estrutura concelhia do Barreiro foi informada de que não tinham sido conhecidos indícios de extremismo até à desvinculação.
Ligação ao PS e percurso político
Loureiro teria sido convidada a integrar as listas da comissão política do PS Barreiro por André Pinotes Batista, segundo informações divulgadas. A ex-militante terá Radicalizado nos últimos anos, ingressando no partido Ergue-te, onde figurava como número 12 numa lista à Câmara do Barreiro nas legislativas de 2025. A presença em eventos do Grupo 1143 era habitual.
Operação PJ e contexto
Recorda-se que a PJ lançou, nesta terça-feira, uma megaoperação para crimes de ódio contra imigrantes. Além dos 37 detidos, o processo envolve ainda 15 arguidos, cuja situação está a ser acompanhada pelas autoridades. O objetivo é desmantelar redes envolvidas em violência e propaganda extremista.
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