- O Complemento Solidário para Idosos (CSI) atingiu o maior número de beneficiários desde a criação, em 2005.
- No final de dezembro, 240.236 idosos recebiam a prestação, o que representa um máximo histórico.
- A ampliação do CSI tem sido maciça nos dois últimos anos, segundo a síntese de informação estatística da Segurança Social.
- Associações destacam que muitos idosos continuam a ter de escolher entre comer ou comprar medicamentos, situação descrita como degradante.
O Complemento Solidário para Idosos (CSI) registou um recorde de beneficiários no ano passado, atingindo 240 236 pessoas no final de dezembro. Trata-se do maior número desde a criação do programa, em 2005.
Dados da Segurança Social indicam uma expansão acentuada nos últimos dois anos, com o CSI a manter-se como complemento importante de rendimentos para a população sénior. A subida coincide com pressões económicas continuadas.
Apesar do aumento de beneficiários, associações representativas afirmam que a pobreza entre idosos persiste. Relatam situações em que idosos escolhem entre comprar alimento e pagar medicamentos.
Contexto económico e reflexão social
O CSI foi criado para apoiar idosos com rendimentos baixos, atuando como rede de proteção social. O crescimento do número de beneficiários aponta para uma maior vulnerabilidade económica entre a população senescente.
As entidades do setor social pedem reforço de apoios e de políticas públicas para reduzir as carências em saúde, habitação e acesso a bens essenciais entre os reformados. O objetivo é reduzir situações de privação reportadas pela comunidade.
Entre na conversa da comunidade