- Surge o quarto terroir dos Vinhos do Tejo, batizado de Serras, criado a partir de um estudo de solos que identificou características distintas nas zonas serranas de maior altitude.
- Serras situa-se na zona norte do território, em solos pedregosos com xisto e granito, bem drenados e pobres, com vinhas mais altas, em média 232 metros, podendo chegar a 370 metros.
- O terroir caracteriza-se por amplitudes térmicas diárias e temperaturas moderadas, o que favorece maturação mais lenta, elegância, mineralidade, boa estrutura e acidez natural.
- As vinhas velhas (média de plantação de 1978) dominam em Serras, que ocupa 375 hectares dispersos por Ferreira do Zêzere, Tomar, Vila Nova da Barquinha, Constância, Abrantes, Sardoal e Mação.
- A Quinta Vale do Armo é um produtor inserido neste terroir, que representa 3% do território dos Vinhos do Tejo e acolhe castas como Fernão Pires, Arinto, Castelão e Touriga Nacional; o território junta-se aos terroirs Bairro, Campo e Charneca.
A Região Vitivinícola do Tejo ganhou um novo terroir, o Serras, o quarto definido na área. O estudo de solos concluído no ano passado identificou as características que justificam a delimitação, com foco nas zonas serranas de maior altitude.
Localizado na zona norte do território, o Serras desenvolve-se em solos pedregosos com xisto e granito, bem drenados e pobres. A média de altitude das vinhas é de 232 metros, podendo chegar aos 370, o que favorece maturação lenta das uvas.
O novo terroir é marcado pela maior elegância e mineralidade das safras, aliadas a boa estrutura, acidez natural e maior potencial de envelhecimento. Reconhece-se ainda a presença das vinhas mais velhas da região, com a idade média de plantação em 1978.
Além de Serras, o conjunto de terroirs dos Vinhos do Tejo inclui Bairro, Campo e Charneca. Juntos, somam 12 mil hectares em 21 municípios da Região Centro, com apenas 375 hectares atribuídos a Serras.
A área, dispersa por Ferreira do Zêzere, Tomar, Vila Nova da Barquinha, Constância, Abrantes, Sardoal e Mação, é a mais pequena entre os quatro terroirs. As castas privilegiadas incluem Fernão Pires, Arinto, Castelão e Touriga Nacional.
João Silvestre, diretor-geral da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo, explica que a diferenciação de Serras justificou o estudo. O terroir representa cerca de 3% do território dos Vinhos do Tejo, mas distingue-se bastante dos demais pela sua identidade.
Características do terroir
As áreas serranas são associadas a solos pedregosos, xisto e granito, com boa drenagem. A amplitude térmica diária e temperaturas mais moderadas influenciam a maturação, contribuindo para safras mais elegantes.
Produtores e impacto regional
Entre os produtores integrados no novo terroir está a Quinta Vale do Armo, que já trabalha dentro de Serras. A presença do terroir no portfólio reforça a diversidade e o potencial da Região Vitivinícola do Tejo.
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